terça-feira, 28 de abril de 2009

Passos

Todos os seus passos parcialmente disformes me intrigam. E intrigam de uma forma interessante. É quase como se eu pudesse criar uma linha flamejante traçando seu caminho. E em minha mente eu posso fazer em qualquer velocidade, em qualquer direção.

Não sei ao certo o que prefiro. Ás vezes acho melhor que ande continuamente, em linha reta, ás vezes acho mais conveniente círculos. Mas isso tudo depende inteiramente do que você diz ou onde você está. Depende, certamente, da conveniência.

E quando seus passos já estão provavelmente virando poeira e se misturando no caminho, perco toda e qualquer caminhada, e me prendo à idéia do passado. O passado de ver você passar. Creio que você seja isso para mim. Uma grande caminhada implícita em dualidades. Contínuo, descontínuo, consciente, inconsciente, disforme, uniforme, andando, parado. Mas, da forma que for, deixa o rastro que eu seguirei em minha mente.

Além desse tracejado visível, abrindo o chão em cicatrizes, ainda posso quase materializar o cheiro do seu resto. Em um livro, em uma mecha de cabelo, em um pensamento. Ou apenas em você, Passos.

3 comentários:

• Bibian • disse...

é por poder imaginar esses passos em sua mente, e por poder usar neles o seu caminho, que eu volto a dizer:"conhece-te a ti mesmo!"

=*

SONHO ESTRANHO disse...

"Não sei ao certo o que prefiro. Ás vezes acho melhor que ande continuamente, em linha reta, ás vezes acho mais conveniente círculos."

Pode-se preferir os dois. Andar em linha reta, as vezes, pode-se não chegar a lugar algum. Andar em circulo leva à algum canto, SEMPRE.

Rafael Valois disse...

Sei que para onde eu for estarei acompanhado por você. Mesmo que só pela saudade de ter você por perto. Porque sinto você nas músicas que eu ouço, nos livros que eu leio, e na comida que eu preparo. Tudo que eu faço para mim agora tem você como tempero. E o que me deixa doente de saudade é o abraço que só você sabe dar em mim.