<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708</id><updated>2011-10-11T00:25:51.281-03:00</updated><title type='text'>Centenas de flamingos lançaram-se contra ele no ar</title><subtitle type='html'>ideias. elas surgem. ponto.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>54</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5220026956637584926</id><published>2010-09-10T14:58:00.018-03:00</published><updated>2010-09-10T15:40:18.942-03:00</updated><title type='text'>Tô de Saco Cheio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tô de saco cheio de fazer nada, de vir trabalhar, de ficar em casa, de perder, de ir pra faculdade, de não estudar (mas precisar), de não ter perspectiva, de olhar pro espelho e achar uma merda mas mesmo assim não fazer nada a respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tô de saco cheio dessa fase interminável, da indefinição, das repetições, da incapacidade de &lt;em&gt;get over it&lt;/em&gt;, da impossibilidade de esquecer, de maquinar coisas absurdas e baixas, de pensar em coisas terríveis e sentir na pele, da inveja, do ciúme, da desconfiança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tô de saco cheio de gente inteligente demais, conhecedora demais, terapeuta demais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tô de saco cheio de filme cult demais, de viado demais, da chatice que é ter que aceitar tudo, de não poder criticar ou ver gente criticando filme com temática homossexual porque "isso é preconceito", quando na verdade grande parte dos defensores de viados e afins, quer enfiar goela abaixo um monte de sacanagem bizarra e chamar de amor. De saco cheio do bissexualismo e sua promessa de "sexo do futuro", porque "gostar de pênis e vagina é ser &lt;strong&gt;completo&lt;/strong&gt;". Cansada de heterossexuais que pensam com o pau e a buceta, porque um pertence apenas ao outro. Cansada de todas as categorias sexuais&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De saco cheio da incapacidade de perceber que se partiu pra violência e se fez tudo errado. De saco cheio das pessoas que se consideram as excluídas da classe, as coitadas, as sofredoras. Acho &lt;em&gt;boring&lt;/em&gt; pra caralho, &lt;em&gt;bring something new, okay&lt;/em&gt;? De saco cheio de visuais adotados, da seguinte frase "não me rotule que eu não produto" e do quanto ela é dita com tanto orgulho e paixão. Você não é único, você não é invencível. Você é sim um produto. Produto de uma sociedade decadente, repetitiva e selvagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tô de saco cheio do peito apertado, dos sorrisos falsos, dos choros forçados, das vozes, das musicas chatas, de não poder me libertar do mundo, de ter que aceitar o sistema, de me sentir mastigada e meus restos estarem entre os dentes dos monstros da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tô de saco cheio de olhar minha página no &lt;a href="http://www.weheartit.com/midnitee"&gt;We Heart It&lt;/a&gt;, perceber que &lt;em&gt;I heart everything there&lt;/em&gt;, mas nunca serei nada daquilo (nem que eu me esforce). De saco cheio das belas ruivas enigmáticas, dos bolos cobertos de nutella, dos graciosos cupcakes que nunca irei provar, dos brilhinhos e balões, das fotos perfeitas. Tudo porque não vou conseguir reproduzir ou criar nada daquilo, e isso enche e desbota o indivíduo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tô de saco cheio de não entender ou não me forçar a entender o que acontece comigo. De saco cheio das minhas variações de humor, da pulseira do equilíbrio, das jóias que não tenho, do desinteresse pela escrita, leitura, filme e informação. De saco cheio, aliás, de quem só chama cinema de sétima arte. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De saco cheio de desabafos, gordos chorosos e magros orgulhosos (e vice-versa). De pessoas que pensam que cortar um pedaço generoso do estômago é a solução. De saco cheio de calorias, viagens, imagens e pessoas super hiper felizes. De saco cheio de tudo, e da aplicação sem sucesso de &lt;em&gt;everybody's talkin' at me, I don't hear a word they're sayin', only the echoes of my mind.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De saco cheio de mim, de você, deles. Sobretudo deles. De não saber terminar isso, ou melhor, de não ter certeza. De sentir que após a última palavra, ainda faltará um pedaço a ser celebrado. De perceber que isso nem sequer pode justamente terminar. Que nada poderá ser feito. Jamais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E de saber que eu tô de saco cheio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5220026956637584926?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5220026956637584926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5220026956637584926&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5220026956637584926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5220026956637584926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2010/09/to-de-saco-cheio.html' title='Tô de Saco Cheio'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8415100573869042052</id><published>2010-07-29T13:50:00.014-03:00</published><updated>2010-07-29T14:10:34.445-03:00</updated><title type='text'>Move on Alone</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Temo ter descoberto uma das partes mais desagradáveis em mim. Desagradável não pelo fato em si, mas por ser prejudicial.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tudo começa com o veneno. O veneno que fervilha dentro dos compartimentos, corações e veias. O veneno que enegrece, agride, regride. O veneno que mistura e gera o medo. O medo de perder, decepcionar, responder, encarar, ganhar. O medo de ser e aceitar.&lt;br /&gt;Essa droga que se espalha e faz de mim um ser, outrora inquebrável, a criatura mais frágil de todas as criaturas.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Preferia ser tudo que idealizei pra mim. Quisera eu ter, nos meus atos, a solução de todos esses problemas que criei e dei nomes. O estalo dos dedos determinando o fim da escuridão. O fim de tudo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É curioso como eu sempre armei todas as armadilhas para me pegar... E falhei. Falhei em tentar explicar, em entender, em aceitar. Eu falhei em amar a minha maior criação: eu.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Temo que logo me deixarei sozinha, me livrarei da corda no pescoço. Seria melhor assim. Qualquer coisa é melhor do que enfrentar o exército de mim mesma, batalha essa que jamais poderei vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;&lt;em&gt;I feel so sad, now that she's gone&lt;br /&gt;i've been lovin' that woman too long&lt;br /&gt;there's no place to go, 'cos my friends have all moved&lt;br /&gt;got nothin' but to sit in the sun&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;got tired of cryin', guess i'll move on alone&lt;br /&gt;my bed is so empty, and my heart is grown cold&lt;br /&gt;guess i'll just die before i grow old&lt;br /&gt;the place is untidy, that's cos i ain't done my dirt&lt;br /&gt;i just grown tired of thinkin'&lt;br /&gt;got tired of cryin', guess i'll move on alone&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;(Move on Alone, Jethro Tull)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E ainda ouço, entre ecos e risadas, a voz dele dizendo “tão forte, mas tão frágil essa minha mulher”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8415100573869042052?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8415100573869042052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8415100573869042052&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8415100573869042052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8415100573869042052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2010/07/move-on-alone.html' title='Move on Alone'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-1190712437360604174</id><published>2010-02-26T03:14:00.008-03:00</published><updated>2010-02-26T17:48:38.955-03:00</updated><title type='text'>Desconstruindo Tila</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Comecei a perceber recentemente que estou me entregando a um processo de desconstrução. Não tenho certeza se já atravessei essa ponte antes, é bem provável que sim. É difícil de lembrar depois que essas coisas acontecem.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;No começo eu apenas achei que eram idéias encostadas na parede de mim mesma, deixadas de lado como se não tivessem importância. Não pelo menos naquele momento.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Mas tinham, sempre têm, e eu sabia que elas voltariam a correr por dentro do meu mundo quando tudo começasse a desabar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;É incrivel como em um processo mecânico de implosão, existem detalhes calculados na estrutura para que se crie pontos fracos com o intuito de colapsar. E foi exatamente assim. Todos os pensamentos que estavam escondidos nas fendas daquela velha casa começaram a correr e se dispersar na poeira. Não decidiram pular pela janela, o que seria mais fácil, pois eles sabiam que ainda precisavam estar lá. Que ainda precisavam &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; dentro de mim. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&lt;/span&gt;Simplificando, tudo de ruim estava vindo à tona exatamente no momento em que as coisas boas começaram a ruir.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Primeiramente eu pensei que essa destruição duraria quinze minutos. Logo depois eu me convenci que um dia ou dois seriam aceitáveis. Agora vejo que há meses os pedaços estão se soltando e eu apenas observo de cima do muro o que ainda resta. E eu, definitivamente, não sei o que fazer.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Espero que essas pedras me atinjam logo, certeiramente, porque é através da dor que se aprende. É através da dor que se raciocina. Nunca passei por um processo de reciclagem tão lento, tão desavisado. Um processo que não consigo fazer entender. Não consigo aprender nada. Absolutamente nada.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;E isso que restará quando finalmente tudo se acabar e eu ver meu mundo despedaçado dentro de mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-1190712437360604174?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/1190712437360604174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=1190712437360604174&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1190712437360604174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1190712437360604174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2010/02/desconstruindo-tila.html' title='Desconstruindo Tila'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8127320617314293949</id><published>2010-02-19T19:08:00.006-03:00</published><updated>2010-02-20T12:23:43.278-03:00</updated><title type='text'>José não faz nada direito</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Ô José, traz aí a chave de fenda.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filtro quebrou. Seria mais prático se essa peça evitasse que passasse tudo quando quebrasse. Talvez até demorasse um tempo para eu perceber que tinha algo errado.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Que algo não estava fazendo seu devido trabalho. Mas até lá eu já teria dito e feito muito do que eu sonho em fazer e dizer. O fato é que o filtro quebrou e agora passa tudo. É, nêgo. A barragem rompeu e eu queria poder dizer que não sinto mais nada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu não consigo me lembrar exatamente quando isso aconteceu. Talvez eu sentisse um pouco de água vazando dentro de mim, mas nada de mais. Nada que um pouco de estresse não explicasse. Eu deveria ter imaginado que se toda essa água estava escoando, provavelmente estava faltando em algum lugar. O lugar da água não é embaixo dos pisos, em cima do teto, dentro da cabeça. É dentro dos canos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Mas não foi o filtro que quebrô, dona? Cê num me falou nada de cano não.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que uma imagem descreveria melhor minha cara de surpresa e insatisfação comigo mesma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- É o filtro, claro que é. Cano é só uma forma de dizer. Uma metáfora. Você não entende nada. Olha, quer saber, vai cuidar do filtro. Vai cuidar que tá tudo passando, até o que não eu quero te dizer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Depois que José finalmente entrou pelos meus ouvidos correndo, eu ouvi o barulho dos outros trabalhando. Trabalhando para consertar todo aquele transtorno causado por alguma válvula estúpida. Acho que é de válvula de escape que chamam isso por aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tudo certo aí?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Tudo, dona. Consegue sentir?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu conseguia sentir tudo fluindo. Fluindo até demais. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porra. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;José não faz &lt;i&gt;nada&lt;/i&gt; direito.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8127320617314293949?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8127320617314293949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8127320617314293949&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8127320617314293949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8127320617314293949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2010/02/jose-nao-faz-nada-direito.html' title='José não faz nada direito'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5769889908493558127</id><published>2009-10-30T22:33:00.002-03:00</published><updated>2009-11-04T22:07:41.917-03:00</updated><title type='text'>Parte considerada mais desprezível ou reles da sociedade.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu já tenho dito durante esses dias que a vida deve estar querendo me ensinar alguma. Eu, exercendo meu papel de “gente”, estou aqui para analisar e aprender. Hoje, de repente, me ocorreu que talvez a vida queira amadurecer uma idéia que eu tenho em mente. Talvez o amadurecimento dessa idéia se torne uma concepção forte, um caminho a ser seguido. Mas (ainda) posso dizer que é um caminho para se seguir de mãos atadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei quanto tempo faz. É tempo demais pra me lembrar, mas eu perdi o respeito pela vida. Eu estou cansada de todas essas parafernalhas de direito humanos dizendo que todos têm o direito de viver em condições favoráveis à vida. Eu discordo. Dizem por aí que é culpa do sistema que existam assaltantes, vagabundos, homicidas. Eu discordo. Eu acho que, como toda a sociedade, existem escalas em que pessoas se enquadram. Esse grupo dos animais selvagens, eu chamo, em particular, de escória. Escória, do grego &lt;span style="font-style: italic;"&gt;skória&lt;/span&gt;, que significa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parte considerada mais desprezível ou reles da sociedade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reabilitação, reeducação, alimentação, oportunidade. Eu não acredito que vá funcionar. Tem gente que nasce pra ser ruim. Quem nasce assim, morre assim. Sabe aquele adágio? “Pau que nasce torto nunca se endireita”. Pois é. É nisso aí que eu acredito. É certo que existem diversos depoimentos por aí que começam com “eu matava e hoje eu amo”. Eu, sinceramente, não consigo acreditar. Principalmente se a pessoa for, em essência, ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou dizendo que devemos todos nos movimentar para retirar os benefícios dos menos privilegiados. Não. Estou dizendo que devemos nos movimentar para aniquilar os mais oportunistas. E eles estão em qualquer lugar, sentados esperando você passar para arrancar até o que você não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí então eu pensei depois de concluir tudo isso dito anteriormente: por que preciso ter respeito pela vida de alguém que não tem respeito pela minha? Que não sabe de onde eu vim, o quanto eu suei para estar aqui? Que não sabe se eu já senti fome, se eu tenho alguém ou algo digno de que se querer? Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu já disse um sem número de vezes: o mundo se transformou em uma enorme privada. E como se já não bastasse, a merda ainda veio manchada de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento estruturado a que me refiro no começo desse pequeno pedaço, é que agora só nos resta uma questão. É muito simples: identificar, alinhar e atirar. Essa é a solução. Não existe mais espaço para “tentar mais uma vez”, para “educar mais uma vez”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;matar&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5769889908493558127?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5769889908493558127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5769889908493558127&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5769889908493558127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5769889908493558127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/10/parte-considerada-mais-dsprezivel-ou_30.html' title='Parte considerada mais desprezível ou reles da sociedade.'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-4234435928238183658</id><published>2009-10-19T21:22:00.005-03:00</published><updated>2009-10-21T22:19:07.939-03:00</updated><title type='text'>Deixe o mundo ser que eu vou estar</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5CTila%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tive um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight &lt;/span&gt;importante hoje. Pensamentos rolaram na minha mente mais ou menos como uma interrogação. Interrogações levam à soluções. Eu percebi sutilmente que a vida está querendo me ensinar algumas coisas nesses últimos meses. Percebi também que provavelmente eu não estava – e ainda não estou – vendo com muita clareza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses de terapia me ajudaram a ver muitas coisas com uma certa simplicidade. Primeiro pega-se toda a coragem em dizer coisas estranhas e parcialmente íntimas, que antes eram obscuras interrogações, e as transforma em simples pontos finais. Em algumas situações até seriam frases exclamativas.  Não tenho plena certeza desse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt;, mas acho que ele veio na hora certa. Estou concluindo coisas absolutamente importantes sobre a vida e sobre a repercussão de algumas ações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a dualidade entre querer falar e querer não falar. Entre as pessoas serem estúpidas e não serem estúpidas. Não consigo escolher um lado de forma concisa. Existe uma porta dentro da minha mente levemente entreaberta, deixando as coisas fluírem e, sobretudo, a luz passar. É nessas horas que eu tenho certeza que tem uma exclamação a caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses pude perceber, sem muita modéstia, que as verdades andam pendendo para o lado das “pessoas estúpidas”. As pessoas acham engraçado, assustador e até violento quando eu digo que a humanidade virou um câncer que precisa ser raspado até a sua total eliminação. Estou concluindo que (in)felizmente eu estou certa. Jim Morrison foi mais sutil e apaixonado nas suas palavras dizendo que as pessoas são estranhas. Eu não acho que elas sejam estranhas de verdade, a não ser que estranheza tenha virado uma doença de uns anos pra cá. Na minha visão, as pessoas são seres extremamente arrogantes e certos de si. As pessoas são burras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto vejo por aí algumas almas boas se salvando de qualquer raio que venha nos partir, a grande maioria está sedenta pelo seu, pela sua idéia, pela sua própria opinião. Quando Shakespeare disse, através de Hamlet, “que obra-prima, o homem”, ele deveria ter vivido mais alguns séculos para perceber que ele nem é tão infinito assim em suas faculdades ou sequer é semelhante aos anjos pelos seus atos. O homem não é, na verdade, semelhante a nada fora o seu próprio reflexo. Um espelho de diversas imagens incontidas em cada olhar. E devo dizer que meus olhos estão cansados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo essa linha de raciocínio, me lembra a primeira questão em si: querer falar e querer não falar. Acho que, sendo honesta nessa síntese, as verdades irão pender para querer não falar. Não falar o que eu penso, o que eu sinto, o que eu acho. Não agir com a arrogância que esse nobre ser, o homem, decidiu adquirir como uma fonte inesgotável de sua natureza. A natureza humana, que como diz Lars Trier, é intrinsecamente ruim. E não há nenhuma solução diferente de cortar todo o mal pela raiz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade nua e crua disso tudo é que eu não quero que as pessoas simplesmente se calem dentro do meu mundo. Muito pelo contrário. É de grande importância que elas continuem falando e expondo toda a sua gama de idéias absurdas. Citando Voltaire, eu posso não concordar com o que você diz, mas defendo seu direito de dizer. O seu direito de dizer alimenta a minha tese, digere minhas dúvidas e gera minhas exclamações. A humanidade, em que sumariamente estou contida, virou uma grande privada de descarga quebrada. Não tem mais jeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai me disse certa vez que eu preciso parar de tentar enfiar minhas concepções na cabeça das pessoas. Pois bem, ele estava certo. Ele disse ainda que eu preciso aprender a aceitar o mundo porque faço parte dele. Aí está ele certo mais uma vez. Eu aceito essa nova idéia e a adapto para a minha realidade: deixe o mundo ser, que eu vou estar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-4234435928238183658?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/4234435928238183658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=4234435928238183658&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/4234435928238183658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/4234435928238183658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/10/deixe-o-mundo-ser-que-eu-vou-estar.html' title='Deixe o mundo ser que eu vou estar'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-417381246214128081</id><published>2009-10-14T15:17:00.010-03:00</published><updated>2009-10-14T15:40:53.577-03:00</updated><title type='text'>Aquele maldito botão.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando me pego pensando, e afirmo que tem sido em momentos raros, tenho desfrutado do prazer de pensar em nada. Pensei que, como em grande parte dos momentos da minha vida em que minha cabeça estava cheia de problemas meus e dos outros, eu jamais conseguiria esvaziar minha mente sem algum esforço preliminar. Mas aí está. Sem nem sequer mover um dedo, tenho minha mente vazia como um papel novinho cheio de nada escrito. O único problema é que existe alguém dentro da minha cabeça pronto para decidir o momento de tudo se transformar numa folha em branco.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu sempre imaginei o quão relaxante seria desligar-se durante alguns segundos. Aqueles segundos que mais parecem horas, até alguém te trazer para realidade berrando seu nome pela terceira vez. Sempre imaginei o quão seria relaxante afastar os pensamentos indesejáveis e correr por um espaço ilimitável de inexistência. Aí aconteceu, e na realidade está começando a me incomodar o fato de não ter nada na cabeça. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu acredito, observando a evolução descrita em mim mesma, que essa perspectiva só me levará a não querer absolutamente nada de nada. Eu decidi sentar e esperar o tino da mudança acontecer, as coisas se clarearem e tudo ficar mais nítido. No final das contas, as coisas ficaram tão claras que eu não faço idéia do que está escrito nesse papel. Eu nem sei, pra ser honesta, se tem mesmo algo escrito aqui. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando passo a tentar imaginar o que pode ser feito para que o grito saia boca a fora, para que os corações se partam e as pessoas sumam, qualquer possibilidade de tinta começa a derreter e borrar todo o papel. Bem, não se pode ter tudo nas mãos tão facilmente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Decido então esforçar-me mais, na esperança de que finalmente os rabiscos virem palavras legíveis. Forço minha mente sujando meu travesseiro de vermelho. Quando a maquinaria, trabalhando com força total, espirra vapor pelos meus ouvidos e óleo pelos meus olhos, alguém pressiona aquele maldito botão e tudo é esquecido em um infinito espaço de campos brancos, que logo irá se transformar em um eco insistente, berrando sem dó nem piedade meu nome pela terceira vez. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-417381246214128081?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/417381246214128081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=417381246214128081&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/417381246214128081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/417381246214128081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/10/quando-alguem-pressiona-aquele-maldito_14.html' title='Aquele maldito botão.'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2167195469700751057</id><published>2009-08-19T20:30:00.005-03:00</published><updated>2009-08-19T21:09:39.286-03:00</updated><title type='text'>Da parede eu raspo... você.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SoyLphCGEwI/AAAAAAAAAwA/rhw_m_Bsrqo/s1600-h/sandman_endless_03manara2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 310px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SoyLphCGEwI/AAAAAAAAAwA/rhw_m_Bsrqo/s320/sandman_endless_03manara2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371822000904213250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ás vezes eu sento, leio, leio, leio e todas aquelas palavras não me dizem nada. Eu não sei mais ao certo se algo quer me dizer alguma coisa. Ás vezes eu me pareço o reflexo de alguém que pensa que já viu de tudo nessa vida: alguém que não viu nada. Ou pior, alguém que está vendo tudo passar.&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos tempos eu não consegui me decidir muito bem. Não sei se quero me sentar e ver a galeria das vidas desfilando por essa longa avenida. Jogar ovos de vez em quando, pra não perder a prática. Ou então me encaixar em uma dessas alegorias enormes e frágeis, tentando suportar o calor e o ócio. Ambas não me parecem escolhas satisfatórias.&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que consigo compreender é que varri muitas coisas pra debaixo do tapete. E nessa sala enlameada e desconfortável, preferia pelo menos um pouco de limpeza. Mas não tem mais jeito. Eu esfreguei com tanta força e o papel de parede apenas ficou desbotado.  Os rostos também estavam lá. Normalmente me custa acreditar que eu já fui um pouco daquelas coisas. As coisas escritas nas paredes.&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi então nesse momento, enquanto lia parágrafos complicados, que me dei conta de que nem ao menos sabia aquele idioma. Ou pelo menos eram especulações que não me interessavam. Nada mais me interessa por completo. Nem eu, nem vocês.&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso li, li, li, sublinhei, desenhei interrogações tortas. Pensando bem, é possível que o manuscrito esteja virado de cabeça pra baixo. Na verdade está tudo um tanto na diagonal, exatamente igual ao mundo, que de certo já fora quadrado e plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;Como disse, a única coisa que sei é que não tenho mais nada que possa ser dito. Algo dentro de mim flameja indicando o que já conheço: “você não conseguiu dizer absolutamente nada do que precisava”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2167195469700751057?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2167195469700751057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2167195469700751057&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2167195469700751057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2167195469700751057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/08/da-parede-eu-raspo-voce.html' title='Da parede eu raspo... você.'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SoyLphCGEwI/AAAAAAAAAwA/rhw_m_Bsrqo/s72-c/sandman_endless_03manara2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2746739946187582095</id><published>2009-07-22T20:44:00.004-03:00</published><updated>2009-10-17T14:20:37.202-03:00</updated><title type='text'>Os Amigos Pássaros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não faz muitos minutos em que li um texto sobre amigos pássaros. Sabe como é, né? Aqueles amigos que estão lá e de repente ficam maduros o suficiente, ou imaginam que sejam, e decidem escancarar as portas da gaiola e se mandarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas isso me fez pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pude deixar de recordar, evidentemente, que tudo que vai embora deixa algo de alguma forma. Seja um sorriso, uma lembrança, um vazio ou um eterno pesar. Quando meus amigos pássaros decidiram voar, só pude imaginar que mantive a gaiola muito bem fechada. Eles alçaram vôo, olharam para tras e dispararam toda a merda contida nos seus corpinhos e sujaram toda a minha sacada. E não posso negar que era uma bela sacada... Ou talvez deva dizer uma bela sacana ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, pus-me a limpar absolutamente tudo, devolvendo o brilho a minha grande sacada circular. Ventou tranqüilamente e eu descansei. Quando o sol, sem hesitar, começou a queimar meus olhos e invadir minhas narinas, eu vi o pássaro. Tava lá me olhando, prestes a cantar aquela história que eu já conhecia. Nesse momento definitivamente eu tenho parafrasear Rogério Skylab em Matador de Passarinho, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Beija-flor tu és tão lindo, mas chegou a tua hora, não beijarás mais ninguém”&lt;/span&gt;. Foi isso aí que eu senti, mas com menos fúria, lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então começou aquela puta cantoria que eu não queria ouvir. Aquela puta sujeira que eu não queria limpar. Fiquei lá observando e desejando a ida daquele pássaro amigo. Parece cruel, não ? Talvez seja, mas eu não consigo, eu não consigo mentir falando a verdade. Aí então, observei em um momento de descanso, que outro pássaro vinha lá ao longe reclamar o alpiste e água fresca. Reclamar o sumiço e a mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que me dei conta que meus braços estavam repletos de penas. Embora minhas palavras mais parecessem com piados, eu não tinha a menor vontade de voar e me fazer sujar a sacada dos outros. Aí eu fechei as portas da minha gaiola, deixando a água fresca e o alpiste envelhecerem ao relento. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2746739946187582095?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2746739946187582095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2746739946187582095&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2746739946187582095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2746739946187582095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/07/os-passaros-e-merda.html' title='Os Amigos Pássaros'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8477374290849153714</id><published>2009-06-30T19:09:00.005-03:00</published><updated>2009-06-30T19:28:23.437-03:00</updated><title type='text'>É que Narciso acha feio o que não é espelho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SkqOZ3gSs_I/AAAAAAAAAvw/BB7aSNwcTYQ/s1600-h/Narciso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SkqOZ3gSs_I/AAAAAAAAAvw/BB7aSNwcTYQ/s320/Narciso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353247682130523122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu descobri porque eu sou assim. Eu descobri, basicamente, porque as pessoas que moram dentro de minha mente estão armadas de paus e pedras de um lado, e cães raivosos e famintos do outro. Além dessas descobertas, pude notar a desorganização nas cidades, vidas e corações dos seres que regem minhas idéias. Sobretudo, devo ressaltar, a pouca organização nos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho e particularmente tenso como, naquela hora, sentado em algum canto escuro, ele me disse que era tudo culpa da minha vaidade. “Tão vaidosa que nem se permite errar”. Ah, eu caí das cadeiras de minhas idéias. Como diz a Rede Globo, apagaram-se as lamparinas do meu juízo. E lá fiquei, estagnada, esperando o entendimento cair como de uma ribanceira. Veloz e impiedoso.  Nada veio e eu fui pra casa com os olhos cheios de água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até místico, tenho que admitir, me descobrir por outra pessoa. Você senta do lado de alguém que ama e ele diz “você é assim”. E você é mesmo. É até foda, se me desculpar a expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não posso negar que esperei a solução vir junto com a descoberta. Algo com “e eu faço o que agora?”. Acabei perguntando, fiquei curiosa e com medo, evidentemente, de me corroer até os ossos em busca da resposta. “Se perdoe mais, Tila”, ele disse com aquela voz serena, com aquela voz de facilidade e ao mesmo tempo de desesperança. “Ah, tudo bem", eu disse e pensei “não está mais em suas mãos. Nem nas minhas, claro. Está nas mãos dos moradores da minha mente, dos meus sentimentos e das minhas idéias. E as mãos dessas criaturinhas infames estão ocupadas com paus, pedras e mandíbulas famintas.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8477374290849153714?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8477374290849153714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8477374290849153714&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8477374290849153714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8477374290849153714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/06/narciso.html' title='É que Narciso acha feio o que não é espelho'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SkqOZ3gSs_I/AAAAAAAAAvw/BB7aSNwcTYQ/s72-c/Narciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-1512396262354624254</id><published>2009-04-28T20:17:00.000-03:00</published><updated>2009-04-28T20:19:18.494-03:00</updated><title type='text'>Passos</title><content type='html'>Todos os seus passos parcialmente disformes me intrigam. E intrigam de uma forma interessante. É quase como se eu pudesse criar uma linha flamejante traçando seu caminho. E em minha mente eu posso fazer em qualquer velocidade, em qualquer direção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não sei ao certo o que prefiro. Ás vezes acho melhor que ande continuamente, em linha reta, ás vezes acho mais conveniente círculos. Mas isso tudo depende inteiramente do que você diz ou onde você está. Depende, certamente, da conveniência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando seus passos já estão provavelmente virando poeira e se misturando no caminho, perco toda e qualquer caminhada, e me prendo à idéia do passado. O passado de ver você passar. Creio que você seja isso para mim. Uma grande caminhada implícita em dualidades. Contínuo, descontínuo, consciente, inconsciente, disforme, uniforme, andando, parado. Mas, da forma que for, deixa o rastro que eu seguirei em minha mente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desse tracejado visível, abrindo o chão em cicatrizes, ainda posso quase materializar o cheiro do seu resto. Em um livro, em uma mecha de cabelo, em um pensamento.  Ou apenas em você, Passos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-1512396262354624254?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/1512396262354624254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=1512396262354624254&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1512396262354624254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1512396262354624254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/04/passos.html' title='Passos'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-9047289603763373504</id><published>2009-03-27T20:43:00.002-03:00</published><updated>2009-03-27T20:47:38.581-03:00</updated><title type='text'>A Maravilha da Humanidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Sc1k_40rE0I/AAAAAAAAAvU/UhnwBjOHoZc/s1600-h/ATgAAACABy-LpZN2G6g9pblVJDbctNkq0RKfz4VN-uYwq-I0Al2TYzCIbqcMKe37_VCkRCYRPHONTmM7nDgktLiET73IAJtU9VCRMlDGXWBHLlvfc17trACpE_tf6Q.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Quer dizer, desde que eu me lembro,  eu coleciono críticas em minha mente. Tudo, absolutamente tudo que vejo, ativa  alguma glândula de meu corpo, que pulsa intensamente buscando o erro naquela  coisa qualquer. É incrível como nem é preciso fazer os poros funcionarem tanto  para o defeito aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto um prazer imenso, jamais poderia negar, na  crítica. Acho que posso passar horas observando a vida alheia e dando pitacos  dentro da minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coleciono amores absurdamente equivocados, pobreza de  espírito, comentários invejosos, tolos, suspeitos. Coleciono pequenos erros  gramaticais, sentimentais, mentais. Coleto falta de respeito, falsidade,  necessidade de chamar atenção, necessidade de não chamar. É um zoológico divino  de constantes portas abertas. É a maravilha da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe muita coisa que eu não gosto também. Nunca gostei, por exemplo, quando as  pessoas diziam que eu era maluca. É aquele negócio: você levanta da sua cadeira,  faz algo irreverente e vira deus. E o elogio que lhe vem aos peitos é exatamente  “porra! Você é maluca”. E então minha mente trabalha o “Não, caralho. Eu sou  perfeitamente normal.” E eu sou mesmo. Você também é, a não ser que precise de  uns choques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decerto devo citar que não considero as pessoas erradas ou  burras que sejam. Eu gosto disso. Eu gosto de me sentar e observar. Talvez isso  dê um gosto a minha vida vazia. Ou talvez minha vida seja cheia demais e precise  de umas pausas para esvaziar. Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tange a realidade é a perfeita  mistura de fotos, promessas, esperas, decepções, decapitações, fins, começos,  gritos, histeria, erros, elogios, ataques, e a prodigiosa capacidade de se achar  belo, correto e fascinante. E é fascinante, miraculoso, sublime. Notável homo  sapiens.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-9047289603763373504?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/9047289603763373504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=9047289603763373504&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/9047289603763373504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/9047289603763373504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/03/maravilha-da-humanidade.html' title='A Maravilha da Humanidade'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Sc1k_40rE0I/AAAAAAAAAvU/UhnwBjOHoZc/s72-c/ATgAAACABy-LpZN2G6g9pblVJDbctNkq0RKfz4VN-uYwq-I0Al2TYzCIbqcMKe37_VCkRCYRPHONTmM7nDgktLiET73IAJtU9VCRMlDGXWBHLlvfc17trACpE_tf6Q.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-6063008041942211259</id><published>2009-03-22T16:24:00.011-03:00</published><updated>2009-03-23T13:04:13.557-03:00</updated><title type='text'>Em outras palavras, psiconeurose.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/ScaSxXhMDSI/AAAAAAAAAvI/iEgUlcVmnB4/s1600-h/Falero_balance_of_the_Zodiac_thumbL.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 144px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/ScaSxXhMDSI/AAAAAAAAAvI/iEgUlcVmnB4/s200/Falero_balance_of_the_Zodiac_thumbL.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316097786981911842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Creio que naquele breve momento da concepção houve algum erro grave de percurso, tornando os caminhos posteriores totalmente tortuosos. A complexidade psicológica que me compõe ultrapassou qualquer viabilidade de complexidade biológica.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tornei, há alguns meses talvez, a possibilidade do ‘sim’ ou do ‘não’ uma impossibilidade. É cabalístico, místico, esfíngico, ou qualquer coisa do gênero, responder um simples ‘sim’ ou ‘não’. A imprevisibilidade das coisas por trás dos meus olhos gira por cada departamento da minha mente inquieta. Em algumas salas pessoas trabalham até esfolar os dedos, seja tocando música ou digitando em teclados. Em outras, tudo está perdidamente abandonado. Fios batem-se com aquela freqüência impiedosa, demonstrando eletricidade no atrito, bem como os canos de ódio radioativo desaguando pelos meus ouvidos. Vale ressaltar: isso tudo em perfeito estado normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me freqüentemente da curiosa capacidade que tenho de pensar em respostas para tudo, desde as mais sutis até as mais hostis. Embora pense, com muito cuidado, e com um talento quase “Houseano” para isso, nunca me atrevo a dizer. Dizer, provavelmente, seja para outro tipo de gente. Uma gente que teve um acidente intelectual diferente do meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outros detalhes, aquela pessoa que eu definitivamente nunca vi e nem faço idéia de quem seja (me ocorreu momentaneamente que talvez nem pessoa seja) continua caminhando – ora estrondosamente ora silenciosamente – pelas minhas idéias. Quando penso em dizer que é aquilo ali que eu acho, ela está presente e impecável a tempo de me apertar o braço. Ela jamais me permite falhar. E quando falho, ela está lá para me lembrar. É uma espécie de alguém que constrói a filosofia materna (a nível de loucura) de que é necessário proteger-se dos males espalhados pelas esquinas, amores, pênis, medo, ambição, abandonar o lar, demônios, sexo, escolhas, desafios. Que é necessário, sobretudo, proteger-se e salvar-se de si mesmo. É um verdadeiro fardo carregar alguém tão absolutamente correto dentro da própria cabeça. Geralmente no momento da escolha, sou eu ou ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho talento para relacionamentos. Existe alguma trava cheia de algas em alguma água muito suja dentro de mim. Aquele interruptor ficou travado e não tem água santa que o desfaça. A caixa de força está sempre lá para estourar quando penso em falar, perguntar, continuar, tomar iniciativa. Uma vez nadei fundo, bem umas milhas, e empurrei bastante aquela trava. Ela desceu alguns centímetros. Eu sabia perfeitamente que sim, porque aquela água que me afogava enquanto eu nadava tinha um gosto longínquo, ainda que reconhecível, de álcool.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora toda essa confusão de andar em um bairro sem pessoas e com muitos televisores voando de janelas, nunca quis exatamente ser outra pessoa. É tão inequívoco e incoerente estar debaixo da minha pele, pensando, agindo, sonhando. É tão interminável e inconcluso fazer parte do meu padrão que é difícil projetar outra pessoa. É difícil projetar outra epiderme, coração e tripas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro disso tudo, eu não sei de nada. Só sei do que me disseram. E me disseram que tudo isso não passa de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conjunto de problemas de origem psíquica que, diferentemente da psicose, conservam a referência à realidade, ligam-se a situações circunscritas e geram perturbações sensoriais, motoras, emocionais e/ou vegetativas&lt;/span&gt;. Em outras palavras, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;psiconeurose.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt 28.4pt; text-align: justify; line-height: normal;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;color:black;"  &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-6063008041942211259?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/6063008041942211259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=6063008041942211259&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6063008041942211259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6063008041942211259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/03/em-outra-palavras-psiconeurose.html' title='Em outras palavras, psiconeurose.'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/ScaSxXhMDSI/AAAAAAAAAvI/iEgUlcVmnB4/s72-c/Falero_balance_of_the_Zodiac_thumbL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2078355920085612317</id><published>2009-03-10T15:05:00.004-03:00</published><updated>2009-03-10T20:53:01.990-03:00</updated><title type='text'>14:32</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SbasNCEVfSI/AAAAAAAAAuY/ZYEusW41-eo/s1600-h/ralo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SbasNCEVfSI/AAAAAAAAAuY/ZYEusW41-eo/s320/ralo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311622150423412002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esmalte de suas unhas já descascava há horas e ela nem ao menos havia percebido o colapso nervoso que sua mente construía. As idéias desenrolavam em sua cabeça como nuvens em uma tempestade eminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva já se fazia presente. Lenta, mas real. Dessa vez apenas chovia fora de sua mente, molhando a terra e todas as outras coisas. Mas nada era realmente importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginava como talvez pudesse ter se apaixonado pelo cara certo na hora errada. Ela mesma ja havia sido a pessoa certa na hora errada. Mas o errado é o certo e o certo é o errado. Bom, era isso que os filmes tinham imaginado para a vida real. Considerava todas as possibilidades, mas as mais malvadas insistiam em perpetuar durante as horas, dias e anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas mãos formigavam de tanto mexer os dedos. Na realidade, pensando bem, era sua mente que formigava de tão encharcada. E ela sabia que nenhum daqueles choques poderia ir bem com água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo que pudesse pensar em uma toalha, a água já estava no seu pescoço. Era sempre assim até que pudesse achar um ralo naquele maldito quarto de mil tampões invisíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2078355920085612317?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2078355920085612317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2078355920085612317&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2078355920085612317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2078355920085612317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/03/o-esmalte-de-suas-unhas-ja-descascava.html' title='14:32'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SbasNCEVfSI/AAAAAAAAAuY/ZYEusW41-eo/s72-c/ralo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3416919706140970769</id><published>2009-01-21T23:16:00.006-03:00</published><updated>2009-01-22T15:29:04.301-03:00</updated><title type='text'>Emily</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SXfXVUPpCWI/AAAAAAAAAtI/PbxPK5W16VU/s1600-h/lrg-stranger.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SXfXVUPpCWI/AAAAAAAAAtI/PbxPK5W16VU/s320/lrg-stranger.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293936648208845154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A casa que se movia constantemente, naquele momento, concentrava-se em uma rua erma, e as longas paredes que protegiam sua real face estavam aos pedaços, como barro. No topo de cada coluna de três ou quatro metros mais ou menos, existiam grandes cabeças leoninas completamente maltratadas pelo tempo. Os animais revoltosos tornavam todo o cenário pouco convidativo, mas o corpo dela fora atraído pelas portas entreabertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao passar pelo corredor o cheiro de mofo e panos molhados invadiram suas narinas umedecendo seus pulmões. Havia uma luz insistente saindo como um facho do primeiro quarto, passos à sua frente. Pôs-se na ponta dos pés, então, pois acreditava piamente que se tornaria completamente silenciosa. Completamente gatuna. E atirou-se com leveza conta a luz. Seus olhos curiosos percorreram o recinto e fotografaram cada parte visível daquele cômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu coração se encheu de uma surpresa vazia, como quem sente que já havia visto tudo aquilo antes. E havia mesmo. Um garoto negro em vestes azuis estava deitado na cama balançando os pés envolvidos por Nikes tamanho quarenta e dois. Embora a casa fosse completamente velha e fétida, aquele quarto estava no século correto. Era estranho observar lamparinas futuristas e ferraris espalhadas por prateleiras enquanto o forro se soltava devido à umidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante a porta estava completamente aberta, o que despertara o delicioso prazer da descoberta. Enquanto caminhava equilibrando-se nos dedos, aquela curiosidade foi fervilhando, formigando e dando longas crias pela sua mente. Era um quarto rosa, infantil, com objetos maiores do que o normal. Na realidade, tudo parecia um pequeno cenário para uma criança grande. Estava vazio, mas não poderia deixar de sentir uma presença irritante, um vestígio impregnado naquelas paredes, um cheiro pertinente de alguém que acabou de sair. Alguém que acabou de fugir pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia outros quartos ao longo do corredor. Era curioso porque quando mais se olhava, mais parecia que os quartos se multiplicavam. Era mais ou menos como por um espelho de frente para outro, abrindo milhões de possibilidades em um simples reflexo. Assim se comportava aquela casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto examinava atentamente cada detalhe, a menina pulou janela adentro. À primeira vista, não passava de uma garota um pouco mais alta que qualquer mocinha de 13 anos. Mas, depois de alguns minutos e desconfortáveis olhadelas, parecia irreal aquela pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava agora deitada no carpete mastigado por pequenos roedores que se escondiam nas sombras das peculiares dobras das paredes. Recuperando-se da queda, iniciou uma série de movimentos grosseiros, como se estivesse sendo transmitida quadro a quadro. Aquilo assustava absurdamente a pequena Emily.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choque ainda era eminente em seu rosto quando a boneca se aproximou com dificuldade por causa das articulações inacabadas. O sorriso dela dividia o rosto como se este fosse se soltar, empurrando Emily para um penhasco qualquer daquele quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejou profundamente – a pequena Emily, claro. Bonecas jamais poderiam desejar coisa alguma – que nunca tivesse sido vista. Que tivesse passado como uma pequena gatinha por aquela porta, fazendo parte da casa e de todas as suas anomalias. Desejou o mais forte possível, até que sentiu o chão estremecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente os leões rugiram e casa rangeu violentamente, como se estivesse arrancando suas raízes anciãs daquele chão seco e profundo. O menino negro manteve-se deitado balançando os pés, ouvindo uma música alta demais para fazê-lo pensar. A boneca parou, então, mudando a sua expressão de uma forma inexplicável: sem formar traçados, apenas destruindo. Mudando de direção, atirou-se com seus movimentos robóticos para o canto mais distante da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina encheu-se de pânico, mas não pôde deixar de observar toda a logística dos seres daquela casa para tomar seus respectivos lugares. Todos, exceto ela, sabiam o que fazer. As sombras corriam, saltitavam, gritavam e festejavam. A casa então levantou-se, guiada por leões de barro, cambaleando pela terra agredida, apoiando-se em raízes duras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tudo, finalmente, mudando de lugar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3416919706140970769?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3416919706140970769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3416919706140970769&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3416919706140970769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3416919706140970769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2009/01/emily.html' title='Emily'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SXfXVUPpCWI/AAAAAAAAAtI/PbxPK5W16VU/s72-c/lrg-stranger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2741581511768678555</id><published>2008-11-25T14:09:00.005-03:00</published><updated>2008-11-27T00:06:59.457-03:00</updated><title type='text'>Carl &amp; Ton</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Carl sentia uma enorme paixão por Ton. Ainda não se sabia se Carl ou Ton eram apelidos masculinos demais para figuras femininas. Ninguém jamais poderia dizer com cem por cento de certeza se eram homens ou mulheres. Apenas estavam juntos, arrancando gemidos e lágrimas um do outro, até que não se pudesse mais respirar ou sequer sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carl e Ton seguiram caminhos diferentes por toda a vida até que finalmente houvesse o momento do cruzamento.  E nesse dia, exatamente neste dia, se olharam profundamente como se jamais tivessem visto qualquer sinal de vida humana por ali. Nesse dia, Carl e Ton se viram no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante longos momentos passaram fixando olhares curiosos por entre a fumaça que soltavam dos próprios corpos. Então finalmente se tocaram, essas criaturas ora mulher ora homem.&lt;br /&gt;A terra removeu-se do conforto secular para que a encruzilhada se desfizesse e esses homens ou mulheres seguissem por um único caminho cinzento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caminho ora mulher, ora homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2741581511768678555?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2741581511768678555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2741581511768678555&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2741581511768678555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2741581511768678555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/11/carl-ton.html' title='Carl &amp; Ton'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-9027556384903649129</id><published>2008-10-15T19:05:00.008-03:00</published><updated>2008-10-15T19:46:10.093-03:00</updated><title type='text'>The Lizard King</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SPZxp93J4SI/AAAAAAAAAh4/mGB3LhQm-vs/s1600-h/jim.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SPZxp93J4SI/AAAAAAAAAh4/mGB3LhQm-vs/s320/jim.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257514580796104994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;O quarto tinha aquelas luzes vermelhas típicas de um cabaré. Como Casas de Amor velhas, empoeiradas e cheias de sexo pelos cantos escuros, rangendo gemidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Da porta pra fora existiam pessoas. Vivia com elas. Tinha certeza que existiam. Ouvia os choros, os talheres e as eventuais risadas vazias das fantasmagóricas pessoas da sala de jantar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Havia fechado a porta, era o que importava, daquele quarto mal iluminado. Tirou mais um cigarro do pequeno estojo de prata e acendeu com um prazer virginal. Puxava toda aquela fumaça suja para dentro dos seus pulmões. Absorviam o câncer, o acomodavam e então dissipava pelo ar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Pegava-se observando intensamente o altar. As velas queimavam com paciência, acompanhando o incenso de sândalo, se transformando em uma linha contínua e tênue de perfume. As flores mantinham o ar morto daquela composição, que se completava com drogas, amuletos e uma grande moldura do Rei Lagarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Ela concentrou-se na frente dele enquanto a música começava. E então ele começou a falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Aquela voz. Alcançava os ouvidos, invadia a cabeça, espalhava-se pela boca, garganta e coração. Ela quase podia ver as cores se formando, inundando o quarto, extinguindo a existência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Fechou os olhos, transformando aquela casa e tudo que estivesse ao seu alcance em algo inexistente. Em algo distante demais para ser lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas costas roçavam no papel de parede mofado, descascando ao ritmo da música. Dançava sem pressa, sem saber exatamente o que fazer. Seus pés mal abandonavam o chão, embora sentisse seu corpo flutuar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Finalmente o toque. As mãos dele deslizavam lentamente por sua cintura, virando-a e puxando-a até ele. Dançavam enquanto a música ressoava como a única melodia permitida naquele momento. E então ela conseguia sentir os sussurros atravessando seu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;"I'm a spy in the house of love. I know the dream, that you're dreamin' of. I know the word that you long to hear. I know your deepest, secret fear." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;As lágrimas já ensopavam o vestido velho, mas ela não ousaria abrir os olhos. Não ousaria olhá-lo nem por um segundo. Tocou-lhe o rosto enquanto dançavam. A textura era exatamente o que imaginava: a frieza de uma pele morta. Apesar de tudo, ela apenas queria estar ali, queria senti-lo até os ossos. Queria sentir o Rei Lagarto. Ele estava lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;As mãos pesadas e sem nenhum sinal de vida, transformavam-se sutilmente em sonho. Enquanto vagarosamente soltavam-lhe o corpo, ela observava o fim se aproximando. Mas nada a faria parar de dançar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;"It hurts to set you free but you'll never follow me. The end of laughter and soft lies. The end of nights we tried to die. This is the end."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;E ele se foi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-9027556384903649129?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/9027556384903649129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=9027556384903649129&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/9027556384903649129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/9027556384903649129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/10/lizard-king_15.html' title='The Lizard King'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SPZxp93J4SI/AAAAAAAAAh4/mGB3LhQm-vs/s72-c/jim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2252157761618922417</id><published>2008-08-13T20:42:00.003-03:00</published><updated>2008-08-14T18:32:13.251-03:00</updated><title type='text'>Rafael</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eu tenho medo dessa fragilidade dele. Quando ele pára e mergulha &lt;st1:personname productid="em pensamentos Fica" st="on"&gt;em  pensamentos. Fica&lt;/st1:personname&gt; imóvel, inaudível. Eu tenho medo quando ele surta. Quando ele fica de mau humor. Quando ele chora. Eu tenho medo quando o telefone toca em cima da hora. Quando ele diz que preciso entender. Que preciso ser paciente. Quando as palavras fluem tremidas, indesejáveis e sentidas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Primordialmente tenho medo quando ele pondera a ida pra Brasília. Quando ele pensa no fracasso, no futuro e no passado. Quando ele lembra do que o chão enterrou. Da poeira que baixou, da coisa que já foi. Tenho medo quando ele balança sutilmente a cabeça para o lado, pendendo um pouco, enquanto as alternativas são desclassificadas sem hesitar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eu tenho medo quando as horas passam. Os ponteiros se movem intensos e perversos, adiantando sua partida. Eu tenho medo do “não posso ficar”. Quando ele sai pela porta. Quando ele vira a rua e eu não posso mais ver. Eu tenho medo quando ele fica no ônibus já de noite. Medo daquela ladeira pra chegar &lt;st1:personname productid="em casa. Daquela" st="on"&gt;em casa.  Daquela&lt;/st1:personname&gt; distância.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tenho medo da ausência. De quando ele solta minha mão. De quando existem escolhas, pedidos, súplicas. De quando existem outras pessoas. Tenho medo de todos os e-mails que escrevo, apago, repenso e nunca envio. Não aqueles que ele leu, os outros. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Eu tenho medo também quando ele diz que me ama. Que sente falta da minha pele. Que sonha comigo. Já não pode viver sem mim. Isso me enche de medo até os ossos. Quando ele diz que vai aprender muito ainda. Medo de quando ele pede desculpas pelo que é, pelo que será e pelo que foi. Quando ele diz que vai passar por cima disso ou daquilo porque nós valemos à pena&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tenho medo quando ele fica por segundos me olhando sem dizer nada. Ele suspira e guarda as palavras. Medo quando ouço os passos dele. Exatamente os passos dele. Quando vem subindo as escadas e abrindo a porta. Sutil, silencioso e indiscutivelmente perfeito.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu morro de medo do quanto a pele dele gela rápido. Do quanto ele treme pelo frio. Morro de medo quando ele respira profundamente, como se tivesse buscando a última massa de ar, o último suspiro. Medo do quanto ele tenta sentir meu cheiro. Do quanto ele repete as tentativas em função do olfato quase inexistente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Eu morro de medo do quanto ele me observa enquanto eu não percebo. Enquanto estou com outras pessoas. Enquanto estou sozinha. Enquanto penso.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ele tomou uma forma inexplicável, atravessando sem perdão a minha pele. Atingiu minha carne, meu sangue, minhas veias, meus ossos. Viajou pelo meu átrio, meu ventrículo. Atingiu sem hesitar a limiar do desejo. E queima. Queima como gelo. Porque o amor é uma imensa fortaleza gelada, dura, inquebrável, guardando honrosamente algo que pulsa, rubro e doloroso. Algo que pulsa sem cessar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E esse medo que me toma, que alerta, que analisa, que espera. Esse medo que surgiu com a surpresa, nasceu do mesmo ventre da liberdade. Do mesmo ventre da esperança. Floresceu da terra em que os sonhos dormiam, já esquecidos. Nasceu quando tirei o pé da dúvida.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E, como uma criatura inseparável, nasceu o amor que devora. Nasceu grudado em suas entranhas. Amor violento, crítico, firme e forte. Nasceu a partir do momento em que toquei aquela mão. Nasceu quando ele falou, confessou e existiu. Nasceu quando me livrei. Quando as asas alçaram vôo e eu pude ver. Nasceu quando permiti, por fim, Rafael morar permanentemente dentro de mim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2252157761618922417?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2252157761618922417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2252157761618922417&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2252157761618922417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2252157761618922417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/08/rafael.html' title='Rafael'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-98646786952120504</id><published>2008-08-07T12:58:00.007-03:00</published><updated>2008-08-07T13:24:01.504-03:00</updated><title type='text'>A Roda da Fortuna</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela tinha parado de seguir por aquele caminho há muito tempo. Tempo demais para se lembrar. A estrada de pedra, tortuosa, comprida e com curvas quase indescritíveis, só fazia com que sua cabeça construísse um grande círculo de &lt;st1:metricconverter productid="100 milhas" st="on"&gt;100 milhas&lt;/st1:metricconverter&gt;. Embora acreditasse que todo grande esforço leva a algum lugar, aquela caminhada só conseguia levá-la ao ponto de partida. Mas ela sabia que aquele tipo de partida já não fazia parte dos seus propósitos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desviou daquele caminho pré-destinado, com todas as suas pegadas insistentes e profundas, tomando a direção leste e seguindo por dentro da floresta. Nunca passara por noites tão escuras, concluindo que dar lugar a qualquer luz era perda de tempo. Esperança era perda de tempo. Sabia também que tempo era algo inexplicável. Algo que já não existia mais da mesma forma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Procurou, naquela mata densa, qualquer sinal de um rio ou lago. A chuva há muito havia abandonado aquela região, não fazendo o menor sentido todo aquele verde abafante. "A natureza sempre se adapta", pensava. Talvez tudo aquilo tivesse uma espécie de vida própria, uma reciclagem ímpar, que não dependesse da vontade de nenhum deus ou fator climático. O certo era que sua pele e mente precisavam voltar ao local de origem. Precisava encontrar água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio daquela noite tornava o barulho de suas idéias conclusivamente ensurdecedor. Os pensamentos rodeavam incansáveis buscando questões. Lembrou-se que teriam dito algo sobre o privilégio da dúvida. Tentava imaginar como todas aquelas interrogações, aquelas pequenas marcas de questão poderiam ser de alguma serventia. Como poderiam, por fim, trazer algum privilégio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;A sonolência, que era algo raro naquele sistema nervoso, começou a caminhar lentamente ao redor de seus olhos. Pela primeira vez em anos, quis manter-se acordada. Não sabia exatamente por quê. Talvez já estivesse acostumada a manter os olhos abertos por dias, e fechá-los transformava o descanso em algo claustrofóbico. Dormir quase significava não mais acordar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;"Agora era tarde demais", pensava enquanto sentia suas pálpebras excessivamente pesadas para suportar aquela pressão. "Sempre é tarde demais."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No seu sonho, a aurora resplandecia em amarelo e azul ao longo do horizonte. A floresta havia ficado para trás. Conseguia ouvir o farfalhar das folhas, a inquietude das árvores. Ainda assim, estava distante de tudo aquilo. À sua frente, uma construção gregoriana abrigava uma fonte muito antiga. Talvez do tempo que ainda era uma criança. E isso realmente fazia muito tempo. Ao gradativamente aumentar a velocidade dos seus passos, sentiu que não estava sozinha. Que algo antigo havia retornado. Algo que acreditava ter dormido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Adentrou o que parecia um pequeno salão dentro da ruína, avistando a fonte logo mais ao atravessar a porta para outra sala. Seu coração estava inquieto, embora o semblante de seu rosto permanecesse inexpressivo. Permanecesse vazio. Apoiou-se na fonte que esguichava água com leveza e pode perceber que havia algo no fundo. Mergulhou a mão com cautela e tocou uma moeda de prata.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Analisou ambos os lados e percebeu que eram perfeitamente desiguais. O primeiro lado que a surpreendeu, mostrava duas colunas de alturas semelhantes em cada extremidade. No centro, três pontos formando um triângulo. Seus dedos deslizavam por essa face, sentindo o desenho em alto relevo. Do outro lado, algo como uma roda envolvida por fios de tear, rodeada por três diferentes senhoras. Três diferentes idades. Três diferentes fases. Aquela face era perturbadora. Imaginava qual dos dois lados era considerado, de alguma forma, tirar a sorte. Na verdade talvez nem se tratasse disso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Perdida nas questões incessantes sobre aquela moeda estranha e gelada, sentou-se em um banco de mármore próximo a fonte. O sentimento de estar sendo observada foi finalmente desvendado ao olhar para o outro extremo do banco e perceber que havia um garotinho sentado, balançando os pés. Ele a olhou com olhos penetrantes. Um cinza tempestuoso nunca visto antes. Sem sequer tirar os olhos dela, ele levantou-se e caminhou lentamente em sua direção. Abaixou-se na sua frente, fazendo-a sentir temor. Ao mesmo tempo em que sua mente era um turbilhão de questões incoerentes, se perguntava por que sentir horror a uma criatura tão pequena.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Então ele tocou-lhe as mãos, ainda com olhos duros e imóveis, dando-lhe o que parecia um papelzinho amassado. A pequena criança afastou-se dela, apontando para a aurora já dispersa no horizonte. Ela seguiu o dedo dele com os olhos, observando atentamente que algo se movia bem longe dali, deixando uma grande fumaça branca para trás.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Abriu a boca, enchendo os pulmões de ar, buscando formular qualquer pergunta que afrouxasse os nós em sua mente. Foi aí que percebeu, voltando os olhos para o lado, que estava sozinha novamente. Então, como em um ato instintivo, jogou a moeda para o ar e observou a sua sorte. Deixou o corpo cair para trás sem preocupações, fechando os olhos para os sonhos e os abrindo para a realidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estava de novo na floresta. Em sua mão direita, uma moeda de prata. Na outra palma, um bilhete vermelho. Desdobrou cuidadosamente. Parecia alguma passagem antiga de trem. As nuvens no céu desenrolavam com violência, escondendo o sol que acabara de nascer. Suspirou e levantou-se, tomando seu caminho enquanto a chuva encharcava sua alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-98646786952120504?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/98646786952120504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=98646786952120504&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/98646786952120504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/98646786952120504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/08/roda-da-fortuna.html' title='A Roda da Fortuna'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3958835996178174843</id><published>2008-07-30T21:55:00.004-03:00</published><updated>2008-07-30T22:16:38.754-03:00</updated><title type='text'>Dormir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As goteiras acalmavam-se nos baldes espalhados pelo quarto. Caiam periodicamente em um ritmo único e incessante. O céu estava tenso, revolto e impaciente, mas não chovia lá fora. A chuva estava toda aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechava meus olhos lentamente. Dizem que o barulho da água acalma até as almas mais podres. Dizem que é como retornar ao útero materno. Curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pensamentos se esvaiam enquanto eu imaginava um enorme útero chuvoso. Quando minhas pálpebras finalmente se tocaram, senti um choque inexplicável. O trauma de ser posto pra fora de si mesmo. Os olhos vidrados, cansados, vermelhos e definitivamente abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ouvir vozes dos objetos (in)animados. Os instrumentos falavam comigo. Ressoavam notas docemente enquanto eu compreendia as palavras. Do Ré Mi. Mas eu não queria dormir. Meus olhos nem sequer conseguiam se manter fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inexplicável maneira em que me mantinha acordada comprimia minha mente. Sentia meu cérebro inchado de pensamentos. Minha cabeça magnetizada por todas as coisas que não conseguia tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitei-me na cama e tive um sonho lúcido. Sonhei que dormia por alguns segundos e passava o resto dos minutos dilacerando minha retina com a realidade. Fechava os olhos que jurava estarem abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gotas cessaram nos baldes, fazendo a chuva cair lá fora. Finalmente as portas da prisão se abriram. Os sonhos invadiram minha mente como a luz do sol que emergia. Tudo se tornou claro, quente, forte. Tudo se tornou real. Era hora de levantar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3958835996178174843?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3958835996178174843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3958835996178174843&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3958835996178174843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3958835996178174843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/07/dormir.html' title='Dormir'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2241230527218649489</id><published>2008-07-10T13:24:00.005-03:00</published><updated>2008-07-11T00:38:57.878-03:00</updated><title type='text'>Hunter</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto rastejava pelo caminho dos rios, as pernas fraquejavam. Achava estranho como todos aqueles buracos negros dentro de si sugavam tudo, tornando a atmosfera do seu corpo infinitamente pesada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já havia se curvado tanto para evitar a dor da queda, que esquecera como se manter ereta, de pé. Tentava se movimentar mais rapidamente, desajeitada, com a mão no peito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O crepúsculo abraçava a copa das árvores adiante. Ruídos ecoavam, estremeciam, farfalhavam. Pressionava a mão nos seios. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há poucos metros do abrigo, sentia pés fortes, insistentes e temerosos correndo em sua direção. O chão trepidava, mas já não havia local para o desespero. A fissura em sua pele abria, coçava, queimava. As unhas encravavam forte na carne. Sentia seu corpo se abrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Finalmente as pernas pararam e seus membros ruiram. Escutava passos se aproximando como galopadas. Um chiado agudo aumentava em uma velocidade imensurável.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;De repente sua visão ficou turva, mas ainda assim, pode observar com bastante atenção que o resto que sobrara do seu corpo estava sendo carregado. Viu-se erguida e levada para dentro da floresta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2241230527218649489?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2241230527218649489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2241230527218649489&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2241230527218649489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2241230527218649489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/07/hunter.html' title='Hunter'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8994459677550184956</id><published>2008-07-01T00:38:00.004-03:00</published><updated>2008-07-01T00:50:34.065-03:00</updated><title type='text'>O Amor</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Tenho meu corpo arrastado por dias. As pedras massageiam minha coluna, minha nuca, meus braços. Consigo sentir a força extrema da luz. A quentura me invade por inteiro e todos os meus órgãos parecem parar. A magnitude da minha indefesa aciona um alarme dentro de mim. Não ouso abrir os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu rastro forma uma vala pouco profunda na areia molhada. Já nem sei porque estou me movendo. Algo segura meus pés atrás das próprias costas e puxa. Meu corpo está suspenso. Ouço barulho de passos pesados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto o cheiro doce pelo ar. Os caules das orquídeas se enroscam em meus braços enquanto eu me deixava prender. As flores murmuravam e eu não conseguia entender. Todo aquele perfume me dava vertigem. Aquelas flores nascendo dentro de mim, brotando pelas minhas entranhas. O abraço me lembrou sufocamento. Eu estava sendo arrastada para o centro da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu cabelo já comprido fazia uma linha graciosa no rio. Toda aquela água gelada confortava meus ossos. Tinha a plena sensação de que existiam, pelo menos, dez metros abaixo de mim. Pressionei minha cabeça pra trás, mas nada me fazia afundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente fez noite. Abri os olhos vagarosamente, mas não pude entender. Minhas pernas suspensas, meu tronco no chão. Mas nada segurava meus pés. Eu observava meu corpo sendo arrastado, o horizonte magicamente se modificando. Imaginei uma explicação praquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormi e sonhei com asas de um querubim. Sonhei com flechas fincadas em meu corpo. Sonhei com o amor me abduzindo, engolindo, transformando. Então eu pude ver. Abri os olhos na certeza de que entendia o que segurava tão forte em meus tornozelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Amor tinha um aspecto muito estranho e braços incansáveis.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8994459677550184956?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8994459677550184956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8994459677550184956&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8994459677550184956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8994459677550184956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/07/o-amor.html' title='O Amor'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-7432148579663907895</id><published>2008-06-20T22:05:00.002-03:00</published><updated>2008-06-20T22:10:26.888-03:00</updated><title type='text'>Echoes</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Estava lembrando de como move suas pernas. Uma batida regular. Olhava em seu olho. Era estranho como aquilo não incomodava. Esperava uma resposta, uma palavra. Sem hesitar. Era difícil analisar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ficava intrigada com tanta gentileza, e com todas as outras coisas que não conseguia ver. Tomava meu café para ganhar tempo. Pensar nas coisas imperceptíveis ao meu redor. Pensar no que falar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tentei novamente olhar mais fundo. Tudo se tornara cíclico. Não havia resposta. Não havia nem sequer o que perguntar. Algo me dizia que não era uma simples sala escura. Ainda havia muito no que se esbarrar. Então eu esperei.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Aquele jogo todo me era atraente. Quebrava o gelo da resistência. Eu gostava. Era o tipo de perigo que fazia questão de correr. Estava moldando minha própria armadilha. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pensei em meu café esfriando. Incrível como três segundos de silêncio pode ocasionar uma era glacial.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Agora eu que mexia as pernas. Pensei no começo de tudo. Como foi tão simples conseguir o que jamais imaginaria tocar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Enquanto isso, algo se formava no horizonte. Algo que logo iria me engolir, me puxar para baixo. Iria me acolher como um ventre e depois me incitar a subir.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Já tinha me encharcado até os ossos. E enquanto afundava sem vacilar, procurava me concentrar. Procurava observar atentamente o caminho de volta. Eu me distanciava da luz, milha por milha. E sem perceber exatamente, sentia a solidez. Sentia a fria solidão da sala escura.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-7432148579663907895?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/7432148579663907895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=7432148579663907895&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/7432148579663907895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/7432148579663907895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/06/echoes.html' title='Echoes'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3244285642189947099</id><published>2008-06-03T23:58:00.009-03:00</published><updated>2008-06-04T00:14:57.326-03:00</updated><title type='text'>Impulsos 'n' Pulsos</title><content type='html'>Meu olho não pára de latejar. Não sei o que é. Só sei que incomoda. Não compreendo movimentos involuntários. Compreendo sim. Fazem parte de mim. É involuntário falar o que não devia. Eu seria mestre nisso se dependesse de mim. Nem eu dependo de mim.    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Meu olho não pára de latejar. Nem pensar eu consigo. Só imagino o pulso bem embaixo do meu raio de visão. Atrapalha. O horizonte fica trêmulo. Eu já não posso mais ver. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Isso não vai parar. Nem que eu tente. Não consigo me concentrar. Não consigo parar de dizer. Eu tento, mas não calo. Quando pensei, já disse.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;É interessante como tudo fica torto desse ângulo. Logo não precisarei virar a cabeça. O peso nas costas me enverga. Literalmente.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lembro das palavras terapêuticas. Quanto elas podem ajudar. Então simulo. Tchaikovsky . Chopin. Faixa de Gaza. Estelionato. Neper. Otorrinolaringologista. Nada. Nada muda meu incomodo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Talvez a vibração seja a saída. Sair do que não pertence. Talvez por isso as palavras involuntárias. Dizer o que já não sente.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;E parou. Eu não sinto mais nada.&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SEYHB1Z_48I/AAAAAAAAAfE/bZa7Sju92bM/s1600-h/olho01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SEYHB1Z_48I/AAAAAAAAAfE/bZa7Sju92bM/s320/olho01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207857747197944770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3244285642189947099?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3244285642189947099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3244285642189947099&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3244285642189947099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3244285642189947099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/06/impulsos-em-pulsos.html' title='Impulsos &apos;n&apos; Pulsos'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SEYHB1Z_48I/AAAAAAAAAfE/bZa7Sju92bM/s72-c/olho01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8778353173649811628</id><published>2008-05-12T16:40:00.004-03:00</published><updated>2008-05-12T16:48:23.471-03:00</updated><title type='text'>Insomnia</title><content type='html'>Esses sons me fazem pensar sobre a insônia de uma forma profunda. Particular. De uma forma que nem todas as xícaras de café do mundo vão conseguir, discretamente, me ajudar a alcançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, ao ouvir diversas vezes a música, alguém se move pela minha mente, fazendo-me acordar de um sono que nunca tive. Essa inconstância. Ás vezes aqui, ás vezes lá no mundo dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo escolher um lado. É impossível despertar quando já se está acordado. Durmo e me vejo fazendo o que já fiz. Fazendo o que sempre faço. Descaracterizo o dormir. Não deveria estar acordado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens tão surreais que penso estar do outro lado. Do lado que deveria estar antes. Onde deveria permanecer na hora do sono. Vultos dificultam a visão. Fecho os olhos para pensar. Caio no sono acordando da realidade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos meus sonhos, estou sempre seguindo sem meus pés. Nos meus sonhos, estou sempre acordando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pisco os olhos e me dou conta das horas. Das horas que passam para quem nunca dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encho a boca de pílulas e mastigo enquanto me pego dormindo. O gosto seco, ácido. Trava em minha garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os movimentos são mecânicos. Quando se tem insônia, você não está acordado... e muito menos dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SCieVBAV1dI/AAAAAAAAAbI/OhZVus3OoL4/s1600-h/Insomnia_by_lforte.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SCieVBAV1dI/AAAAAAAAAbI/OhZVus3OoL4/s400/Insomnia_by_lforte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199579853683545554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0.0001pt 13.85pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(184, 31, 84);font-family:Verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8778353173649811628?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8778353173649811628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8778353173649811628&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8778353173649811628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8778353173649811628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/05/insomnia.html' title='Insomnia'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SCieVBAV1dI/AAAAAAAAAbI/OhZVus3OoL4/s72-c/Insomnia_by_lforte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-1715982697247937331</id><published>2008-04-10T12:38:00.005-03:00</published><updated>2008-04-10T13:00:07.337-03:00</updated><title type='text'>O Marcador</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu não conseguia parar de rir. Estávamos ali deitados na cama e eu te irritando com minha risada quase radioativa. Você já tinha perguntado umas três vezes, com aquele tom de quem tá puto, mas que também quer rir. Eu repetia as mesmas palavras, "Não sei, não sei. Não sei explicar". Eu sabia. Na verdade eu claramente sabia do que estava rindo, e as imagens me vinham com cada detalhe na mente. Isso dilacerava as minhas sinapses. Não conseguia controlar meus impulsos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não queria que você entendesse mal. É, era isso. Eu não conseguia encontrar palavras que fossem explicar claramente porque aquilo era tão hilário. Não era pelo presente, pelo esforço, pelo ciúme. Era simples e puramente pela razão. A razão do trabalho, da precisão do corte. A razão do agrado, de se fazer pequeno por ser algo materialmente pequeno (o que as pessoas acreditam que se torna sentimentalmente grande). Era isso que me fazia inebriar o ambiente com a graça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Considerando essa minha mente, toda diabólica, dando corda ao humor fétido, criou imagens. Eu podia vê-lo escolhendo, cortando, imprimindo, cortando, plastificando, cortando e pensando em você. Aquilo tudo me fazia imaginar sobre o quanto somos ridículos quando nos apaixonamos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Me contive com todo aquele riso e falei, palavra por palavra, tentando chegar mais próximo da possível realidade. As primeiras tentativas, basicamente frustrantes, me faziam perceber que eu estava nos enrolando com seus argumentos errados. Depois da terceira tentativa, talvez, de forma mais direta, eu disse. Você, tentando disfarçar a surpresa, pensou por alguns segundos (enquanto eu me controlava para manter a seriedade) e teceu palavras mais sujas que as minhas imagens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Um turbilhão de algo que não posso explicar subiu pela minha garganta, e eu posso dizer, devo ter acordado toda a vizinhança. Éramos terríveis. Terríveis juntos. Mas aquela imagem não saia da minha mente. Escolhendo, escrevendo, imprimindo, cortando, plastificando, medindo, precisando, cortando. Na carta, no correio, no me-desculpe-por-não-estar-perfeito, nas nossas mãos, nas nossas mentes. Na minha observação ordinária, que via um eu-te-amo-mas-não-conta-a-ninguém. Na minha observação ordinária, que percebeu um segredo óbvio e não conseguia parar de imaginar o quanto aquilo tudo poderia ser hilário. O quanto a paixão poderia ser hilária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-1715982697247937331?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/1715982697247937331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=1715982697247937331&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1715982697247937331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1715982697247937331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/04/o-marcador.html' title='O Marcador'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3086254302663786812</id><published>2008-02-12T15:21:00.000-03:00</published><updated>2008-02-12T19:25:27.077-03:00</updated><title type='text'>Rendição</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R7HkDCXnYuI/AAAAAAAAAWc/0TZx57Ep1pw/s1600-h/blogrendicao.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R7HkDCXnYuI/AAAAAAAAAWc/0TZx57Ep1pw/s400/blogrendicao.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5166160988397331170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa cidade estranha&lt;br /&gt;A madrugada das ruas estreitas&lt;br /&gt;(Estamos) Inertes pela cobiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incontáveis garrafas de vinho e cigarros.&lt;br /&gt;Enquanto nos espalhamos sozinhos&lt;br /&gt;Em minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frio e o calor aqui dentro&lt;br /&gt;Me inspira (suspiros) e respiro você&lt;br /&gt;Na escolha da dúvida, a inconseqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através desses olhos&lt;br /&gt;a insistência me fitando&lt;br /&gt;O desejo pungente nesse sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na balança, o certo pelo torturante&lt;br /&gt;Enquanto nos envolvemos intimamente&lt;br /&gt;dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa visão na minha cabeça&lt;br /&gt;chamando, recordando&lt;br /&gt;(Seu) Cheiro, gosto e som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revelo a doce mentira dessa relação&lt;br /&gt;Arrisco e retorno&lt;br /&gt;Pensando em você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3086254302663786812?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3086254302663786812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3086254302663786812&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3086254302663786812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3086254302663786812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/02/rendio.html' title='Rendição'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R7HkDCXnYuI/AAAAAAAAAWc/0TZx57Ep1pw/s72-c/blogrendicao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-4806494516969251453</id><published>2008-02-07T01:12:00.000-03:00</published><updated>2008-02-09T02:52:59.911-03:00</updated><title type='text'>Corpus in Crisis</title><content type='html'>Toc, toc, toc. Os dedos batendo na mesa em constante agonia. Pensar em você, um copo de café, o cigarro. Meu coração dimensiona, reparte, encolhe. Mão na testa, aquele suor frio.... a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa estrada... que tanta falta de luz me faz. As milhas escuras. Cada passo além, menos de você. Sinto suas pegadas, seu cheiro e então sigo esse vento silencioso. No meio do jardim, entre as paredes escuras e severas, a porta. Tão familiar. Tão familiar que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo. A porta vai bater e você entrar. A espera é como ler todas essas linhas diversas vezes. É como ler grego. Pegar toda essa dor e fazer esperança. Pegar você e fazer parte de mim. A parte que desacreditei. Que amputei e disse "acabou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durmo e carrego esse estandarte. Um pedaço de carne pulsante, trêmulo e cansado. Talhando a crise com mãos fechadas, sem querer ver o que há de vir. Empurro as paredes, as portas, forço a passagem, enquanto me puxo e grito "não vá".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No escuro, agarro sua mão e engulo as palavras de amor. Puxo, abraço esse corpo estranho. E repenso o que dizer. Não digo nada. Abro a boca e suspiro profundamente. Crio coragem para emitir um som, mas hesito. E então sua voz, tão ausente, berra em minha mente: "te amo também.". O alívio me invade como uma onda e finalmente posso acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-4806494516969251453?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/4806494516969251453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=4806494516969251453&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/4806494516969251453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/4806494516969251453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/02/corpus-in-crisis.html' title='Corpus in Crisis'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-6471278343355161943</id><published>2008-02-03T17:17:00.000-03:00</published><updated>2008-02-03T17:19:50.357-03:00</updated><title type='text'>A chave</title><content type='html'>Ele passava noites dentro de mim, mas eu já não conseguia pensar. Tentava conciliar aquele amor louco com o amor que devora, que necessita, que odeia caixa postal. Nada. Nenhuma linha, nem de longe.&lt;br /&gt;Ele dormia e eu contava todos os fios de cabelo pela cama. Número ímpar. Ele era meu. Contava três, cinco, treze. Sempre parava quando tinha medo de dar par.&lt;br /&gt;Larguei os cabelos pelo chão. Andava pelo quarto e pensava o quanto aquilo tudo estava errado. Pensava sobre o fim de tudo. O fim que eu não queria ter.&lt;br /&gt;Ele era todo silêncio e aquilo me assustava. Eu precisava de barulho, eu precisava saber, ler por trás daqueles olhos. Eu precisava ser aquela pele, aqueles ossos, aquela carne. Eu precisava ser aquele coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-6471278343355161943?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/6471278343355161943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=6471278343355161943&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6471278343355161943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6471278343355161943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/02/chave.html' title='A chave'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2920063003584875487</id><published>2008-01-20T23:04:00.001-03:00</published><updated>2008-01-20T23:25:42.368-03:00</updated><title type='text'>Ecce Cordis</title><content type='html'>É engraçado como agora que parei de cavar consigo encontrar tanta coisa. Todas essas peças antigas formando coisas novas. Vou escavando de forma sutil, enquanto esse resto de chuva remove a terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse baú outrora trancado, até que me enfiam a chave pela goela, e vou tirando palavra por palavra, visão por visão e reformulando esse quebra-cabeça. Esses sonhos confusos, essas estórias tímidas e dolorosas. Esses pensamentos infames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí então me aparece aquela peça mal encaixada, perdida. A peça que ninguém veio me dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber, caio nesse jogo confuso de encaixar e compreender. Esse jogo de fazer perguntas, descobrir verdades e montar cenas. Esse jogo que deveria mudar de nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reuno as peças e recomeço o trabalho. Detalhadamente relembrando cada parte. Sinto minha cabeça inteira, apesar da bagunça. Mas não consigo terminar de montar esse quebra-coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R5P91ooka1I/AAAAAAAAATU/pqDjnbm_YDw/s1600-h/jigsaw.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157745096151821138" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R5P91ooka1I/AAAAAAAAATU/pqDjnbm_YDw/s400/jigsaw.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2920063003584875487?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2920063003584875487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2920063003584875487&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2920063003584875487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2920063003584875487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2008/01/ecce-cordis.html' title='Ecce Cordis'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R5P91ooka1I/AAAAAAAAATU/pqDjnbm_YDw/s72-c/jigsaw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-6960453196322630307</id><published>2007-12-26T00:47:00.000-03:00</published><updated>2007-12-26T00:52:07.541-03:00</updated><title type='text'>First Date</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;No Café eu esperava. Sentia o nervoso típico de quem experimenta algo novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saboreei meu capuccino e decidi acender um cigarro. Na verdade, eu estava morrendo de medo. Tinha dessas. Ter dezoito anos e se preocupar como se tivesse trinta. Tudo bem. Era só tirar o relógio e guardar na bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei me distrair e esquecer, pelo menos por três segundos, que estava esperando alguém. Voltei meus olhos para a leitura e deixei-me envolver. Aquelas &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;linhas estavam me entrelaçando e apertando quando de repente senti uma mão leve no meu ombro. Pensei que meu coração sairia pela boca. “Quer mais  café?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente não queria&lt;/span&gt; mais café. Naquela altura do campeonato, café e garçonete sórdida (A pobre coitada só fazia seu trabalho! E ainda se dava ao prazer de sorrir calorosamente) não iriam ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paguei a conta. Pensamentos negativos e insistentes alcançaram minha mente. Repetia para mim mesma, antes de virar-me para a porta e escapulir pro mundo real, que poderia me dar mais crédito não aceitando encontros relâmpago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me virei, vi aqueles olhos exatamente em cima de mim. Aqueles olhos cheios de mil desculpas, mas satisfeitos. Tão perto que podia sentir o ar ofegante do atraso. Estava de frente pra ele e não podia respirar. “Quer se sentar?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu cedi. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-6960453196322630307?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/6960453196322630307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=6960453196322630307&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6960453196322630307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6960453196322630307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/12/first-date.html' title='First Date'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2721421591633651321</id><published>2007-12-19T14:30:00.000-03:00</published><updated>2007-12-24T20:40:15.099-03:00</updated><title type='text'>Outono</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R2lXyb_phrI/AAAAAAAAAP8/vFGIIZqlILM/s1600-h/waterhousetexto.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145740573267297970" style="CURSOR: pointer" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R2lXyb_phrI/AAAAAAAAAP8/vFGIIZqlILM/s400/waterhousetexto.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que foi?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ele perguntou, mantendo aquele rosto sereno de rapaz refinado, corrompido pela doce curiosidade a respeito do meu olhar perdido.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Nada – eu disse pausadamente – Só estava lembrando de um garoto. Estivemos juntos apenas uma vez. Pelo que me recordo, ele chorou. Uma lágrima apenas. Achei que com o tempo entenderia. Ele disse que estava feliz. Só isso. Naturalmente eu não acreditei, mas consenti com a cabeça e nunca compreendi. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Essas questões incompletas costumavam me pegar em fins de tarde como estes: frios, chuvosos e em um lugar distante. E então me perdia no tempo pensando, pensando e pensando. Virei para seu rosto, enfim, ensaiando um sorriso amarelo, esperando alguma reação não tão amigável.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nada. Depois da confissão, o silêncio. Ele permaneceu me olhando, intrigado. Embora soubesse engolir os sentimentos como ninguém, eu tinha plena certeza do que se passava por trás daqueles olhos. Ele suplantava a beleza de seus atos com toda aquela frieza. E eu gostava. Gostava daquele desafio de cutucar a onça com vara curta.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Abriu a boca como se fosse discordar, mas pensou bem e cerrou os lábios, voltando à distância glacial de sua leitura sobre desastres guerrilheiros de 1945.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2721421591633651321?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2721421591633651321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2721421591633651321&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2721421591633651321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2721421591633651321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/12/outono.html' title='Outono'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R2lXyb_phrI/AAAAAAAAAP8/vFGIIZqlILM/s72-c/waterhousetexto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2089738474791292517</id><published>2007-11-27T17:49:00.000-03:00</published><updated>2007-11-27T17:58:24.655-03:00</updated><title type='text'>Não Ouse Partir</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R0yDF7ezrqI/AAAAAAAAAH4/r9odQKyTdGg/s1600-h/cartas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R0yDF7ezrqI/AAAAAAAAAH4/r9odQKyTdGg/s400/cartas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137625412812385954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;Eu, completamente perdida, mas de pé, bravamente.&lt;br /&gt;Bravura que não sei por que, nem de onde.&lt;br /&gt;Aí vejo, mas não vejo.&lt;br /&gt;Por aqui, é andar no escuro.&lt;br /&gt;Aí veio você, de lugar nenhum, mostrando um caminho que nem sei.&lt;br /&gt;Você, que não ouse sumir.&lt;br /&gt;Você, que (ainda) não sei.&lt;br /&gt;E então ventou, choveu...&lt;br /&gt;A tempestade finalmente chegou.&lt;br /&gt;Não sei ao certo se quero ir.&lt;br /&gt;Mas você já foi, aí posso me molhar.&lt;br /&gt;Você que, por favor, não ouse sumir.&lt;br /&gt;Permaneça e se mostre real, tangível, existente, tocável.&lt;br /&gt;Você que perpetua pensamentos enterrados, esquecidos.&lt;br /&gt;Você que tanto tem passado por aqui.&lt;br /&gt;E eu me recuso a ver.&lt;br /&gt;Sua imagem em minha mente, diminuindo o antes.&lt;br /&gt;Eu não sei se quero ir (mas, nesse exato momento)&lt;br /&gt;Sinto que já fui.&lt;br /&gt;Você que permanece.&lt;br /&gt;Bem como o vazio que nada preenche, mas existe.&lt;br /&gt;Minha dúvida, meu sonho, meu mistério.&lt;br /&gt;E aos poucos essas asas atrás de mim se esticam.&lt;br /&gt;Vou crescendo, entregando, entendendo.&lt;br /&gt;Eu que já nem sei mais por onde ir, o que querer, saber.&lt;br /&gt;Eu que já nem mais me entendo, sigo e encontro você.&lt;br /&gt;E, humildemente, reverencio à sua chegada.&lt;br /&gt;Humildemente toco sua mão.&lt;br /&gt;Não ouse partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;Leena&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2089738474791292517?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2089738474791292517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2089738474791292517&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2089738474791292517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2089738474791292517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/11/cartas-de-leena.html' title='Não Ouse Partir'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R0yDF7ezrqI/AAAAAAAAAH4/r9odQKyTdGg/s72-c/cartas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-1107170421056611296</id><published>2007-11-24T09:52:00.000-03:00</published><updated>2007-11-24T09:59:42.715-03:00</updated><title type='text'>A Tempestade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R0ggNLezrpI/AAAAAAAAAHw/y8I-0QhzGrA/s1600-h/a+tempestade.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R0ggNLezrpI/AAAAAAAAAHw/y8I-0QhzGrA/s400/a+tempestade.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136390785808445074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só chove do lado de cá. Nesse barco no meio do nada, e eles ainda jogam água em mim. Água fria.&lt;br /&gt;A tempestade não cessa. O céu em relâmpagos e estrondos diabólicos. É tão alto. Com as mãos nos ouvidos, tremo de medo e espero a hora chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens se desenrolam pelo céu com uma velocidade imensa. É tudo cinza, escuro. Um sentimento incomum de ódio, ou raiva, toma conta de mim. Mas não, não é exatamente isso.&lt;br /&gt;Algo dentro de mim não está certo. Algo dentro de mim irá rasgar logo, e minha pele se espalhará pelo vento. Sairá do peito e será só cinzas no buraco que ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto esta coisa se move e incomoda, rasgo minha pele, em vão, para ela tentar sair.&lt;br /&gt;Os barulhos se tornam insuportáveis e repetitivos. Os sinto dentro da minha mente, me dizendo o que fazer. Dizendo para parar. Aí então eu parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olhos fechados, senti a calmaria do mar retornando. Os trovões cessando e relâmpagos enfraquecidos. Abri os olhos e o céu ainda feio. A garoa permanece. E eu ali sentada no barco. Esperando a hora de explodir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-1107170421056611296?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/1107170421056611296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=1107170421056611296&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1107170421056611296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/1107170421056611296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/11/tempestade.html' title='A Tempestade'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/R0ggNLezrpI/AAAAAAAAAHw/y8I-0QhzGrA/s72-c/a+tempestade.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5723135334339240138</id><published>2007-11-21T07:43:00.000-03:00</published><updated>2007-11-21T15:19:42.453-03:00</updated><title type='text'>(barulho de vento)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo balança com o vento que dá aqui. Esses tempos, na verdade, tem sido de ventania. Esse vento que não me traz nada. Nem terror, nem paz. Nem tranqüilidade.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Decerto quero dele é novidade. Essa também que já não vem há séculos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De sabedoria já sou um pote cheio. Não por saber tudo, apenas o suficiente. Isso porque ainda existe confiança, paciência, e vinte e cinco mil cigarros pra fumar. Péssimo hábito esse de me trazer lembranças. Me faz pensar, refletir, atrapalhar. Apenas a espera. Não por alguém ou algo, apenas pelo por quê.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas é isso, não tem nada não. Quanto mais espero de maneira adequada (e o faço), aperfeiçôo a eloqüência para o momento certo. O momento que está perto. Já quase posso tocar isso que não sei o que é. Já quase posso ver. Sei disso com certeza, simplesmente porque já sinto o cheiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Logo o Universo estará &lt;st1:personname productid="em equilíbrio. Os" st="on"&gt;em equilíbrio. Os&lt;/st1:personname&gt; jogos serão empatados e isto estará ao meu favor. E então finalmente o jantar poderá ser servido. Colocarei a mesa com muito cuidado e carinho. Desta forma espalharei meu mais sublime veneno: a vingança.&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5723135334339240138?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5723135334339240138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5723135334339240138&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5723135334339240138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5723135334339240138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/11/barulho-de-vento.html' title='(barulho de vento)'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-6003442462116923827</id><published>2007-11-07T18:22:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T18:32:45.549-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Será que posso mesmo dizer exatamente o que penso? Mesmo com todo o cuidado, eufemismo, rodeios e bondade, eu tenho completa certeza que ninguém estaria apto para agüentar.   &lt;p class="MsoNormal"&gt;A realidade é que as pessoas suplicam tanto pela verdade e sinceridade, mas não conseguem ouvi-la. Estão sempre reclamando disso ou daquilo que fulano disse e não param pra perceber ou até analisar se aquilo é real.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Depois de pensar muito (cinco minutos) sobre tudo isso, eu percebi que essa minha fase de “digo mesmo, porra”, vai demorar a calhar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E seguindo esse ritmo, depois de pensar sobre tudo que já ouvi, vi e que foi realmente desnecessário e infantil, eu percebi que a tolerância e a paciência são dádivas. É claro que várias amigas já tinham dito isso com uma certeza soberana. Mas eu, claro, incumbida de manter a ética (eu escrevi isso mesmo?) e ordem, mantenho a calma. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É claro que não posso deixar de citar que tem sido realmente oneroso conversar com (a maioria das) pessoas. Elas ouvem mal, falam mal (literalmente) e pensam pior ainda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É engraçado como é certa aquela frase que diz que a verdade dói. Já imagino quantos corações pararam só de perceber que se encaixam no perfil...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RzIuKmNd0gI/AAAAAAAAAGA/otIE3JwACp4/s1600-h/shut+the+fuck+up.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RzIuKmNd0gI/AAAAAAAAAGA/otIE3JwACp4/s320/shut+the+fuck+up.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130213685119013378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ps.: a imagem foi carinhosamente escolhida para descrever um belo movimento a favor de calar mentes sem noção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-6003442462116923827?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/6003442462116923827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=6003442462116923827&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6003442462116923827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6003442462116923827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/11/ser-que-posso-mesmo-dizer-exatamente-o.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RzIuKmNd0gI/AAAAAAAAAGA/otIE3JwACp4/s72-c/shut+the+fuck+up.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5797017803089436018</id><published>2007-09-18T22:46:00.000-03:00</published><updated>2007-09-18T23:06:28.824-03:00</updated><title type='text'>(Conto sobre) Tragédias entre Café e Cigarros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0.0001pt 13.85pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela trouxe o café. Forte como eu gostava. Pensei em tirar meus óculos escuros, mas gostava muito deles. Combinava com aquele contexto. Ela acendeu meu cigarro e seu sorriso de satisfação transbordava pelo canto da boca. Aquela bandejinha, aquele sorriso disfarçado e eu com sua ruína num vidrinho em minha bolsa.  O apartamento não era tão grande. O chão de taco, a renda da avó, tudo aquilo me encantava. Eu estava cansada do clean do meu ap. Era tudo tão certo, sem herança, sem móveis antigos. Tudo novo e morto. Mas o dela não. O dela tinha história. Era um daqueles prédios mais coletivos que os prédios comuns. Quando subi a escada e vi a porta, 12A, sabia exatamente como era dentro. No corredor, fotos antigas, um abajur lá embaixo e um pouco de sujeira nas paredes bege. Era maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sentou-se no sofá e eu já estava à vontade na poltrona, fumando e observando a rua, enquanto ela falava de coisas que, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;claro&lt;/span&gt;, eu não estava ouvindo. Cortei seu raciocínio pedindo mais café, e ela foi mais do que depressa. Obviamente era uma estratégia. Derramei todo o liquido na sua xícara e esperei. Ela retornou feliz por eu ter gostado de tudo. Depois que tomou seu café, eu apenas a olhava, agora muito sorridente, elogiando o apartamento e tudo mais. Ela levantou para pegar mais cigarros e ficou tonta. Quando caiu, eu respirei tão satisfeita com minha idéia engenhosa que nem acreditava. Como&lt;span style="font-style: italic;"&gt; eu era&lt;/span&gt; miserável. Mas então, a sentei de novo no sofá e a fiz acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava esses remedinhos que deixam as pessoas mais maleáveis que uma puta bem paga. Estava nas minhas mãos. Aquilo funcionava igualzinho a hipnose, era fantástico. Ordenei então que fosse preparar mais café, comprar mais cigarros. Meu organismo era insaciável quando falava nicotina e cafeína. Era praticamente irresistível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0.0001pt 13.85pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim que saiu do apartamento, entrei no quarto e procurei alguns cds. Coloquei uns clássicos na bolsa, The Doors, Janis Joplin e claro, Johnny Cash. Achei o Volume IV do Led Zeppelin e botei pra tocar. Comecei a dançar Rock n Roll enquanto me apossava dos livros, das miniaturas, anotações, fotografias antigas e cds. Quando voltei pra sala, lá estava ela com a carteira de LA na mão, só me esperando ordenar mais algo. Agradeci ironicamente toda aquela atenção. Que maravilha de anfitriã tínhamos ali. E eu, claro, não poderia ser melhor hospede. De fato, aquilo me incomodou por alguns segundos. Talvez eu devesse tê-la amarrado. Seria legal fazê-la lembrar disso. Mas ah! Que besteira, pra que tanta avareza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0.0001pt 13.85pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de pegar tudo que queria (que certamente me pertencia de algum modo), sentei um pouquinho e conversei sobre o tempo, sobre os problemas sociais, enquanto tocava Stairway to Heaven. E ela lá sentada. Me cansei daquilo antes de começar Misty Mountain Hop. Fui na cozinha, enchi uma panela com água e joguei tudo com enorme satisfação em seu rosto. Satisfação típica de quem está fazendo uma boa ação. A garota acordou e se desculpou pelo devaneio, não sabia como, mas não lembrava o que tinha acontecido. Eu gentilmente a deitei no sofá e disse "vá dormir", enquanto ela fechava os olhos. "Pena que não deu tempo de se despedir", pensei. Peguei um pedaço de papel e escrevi um pequeno agradecimento pelo café, cigarros e outras coisitas mais. Bati a porta e ela nunca mais me viu de novo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0.9pt 0.0001pt 13.85pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5797017803089436018?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5797017803089436018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5797017803089436018&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5797017803089436018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5797017803089436018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/09/conto-sobre-tragdias-entre-caf-e.html' title='(Conto sobre) Tragédias entre Café e Cigarros'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5601736575471217196</id><published>2007-09-12T18:56:00.000-03:00</published><updated>2007-09-12T19:01:43.202-03:00</updated><title type='text'>Prólogo do Grito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RuhhQDLEFkI/AAAAAAAAADI/GMb0CUPv2j4/s1600-h/cupido.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RuhhQDLEFkI/AAAAAAAAADI/GMb0CUPv2j4/s320/cupido.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109440705609340482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pro inferno, letras do Diabo&lt;br /&gt;Essas que escrevem teu nome&lt;br /&gt;E perpetuam pelo tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldição é o Amor&lt;br /&gt;E aquele demoniozinho cego&lt;br /&gt;(é-tudo-culpa-dele)&lt;br /&gt;Este Filho de Vênus&lt;br /&gt;Rindo dos próprios erros pelos cantos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda te pego, Cupido&lt;br /&gt;e despedaço essas flechas tortas&lt;br /&gt;que carregas no dorso&lt;br /&gt;tão glorioso e complacente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu atiras, pequeno infame&lt;br /&gt;E eu morro (mais-uma-vez)&lt;br /&gt;em delírio de dor e saudade&lt;br /&gt;(Ah, mas que lástima!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldito seja, Eros.&lt;br /&gt;Enquanto me desperto da embriaguez do Amor.&lt;br /&gt;Do teu trabalho me enamoro.&lt;br /&gt;(e o tempo passa)&lt;br /&gt;Um dia te pego!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5601736575471217196?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5601736575471217196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5601736575471217196&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5601736575471217196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5601736575471217196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/09/prlogo-do-grito.html' title='Prólogo do Grito'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RuhhQDLEFkI/AAAAAAAAADI/GMb0CUPv2j4/s72-c/cupido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-6847019764595790184</id><published>2007-08-31T15:10:00.000-03:00</published><updated>2007-08-31T15:24:41.963-03:00</updated><title type='text'>Today's Fortune</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rtha1F0HO-I/AAAAAAAAAC4/gc6wUGVtxzo/s1600-h/janela+2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rtha1F0HO-I/AAAAAAAAAC4/gc6wUGVtxzo/s320/janela+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104930045764778978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo esse tempo fiquei pensando sobre as pessoas que se matam. É um misto de coragem e covardia. É escroto conseguir isso em uma única situação. Mas, sei lá, eu apenas sabia que não conseguiria fazer isso. Não é a minha, saca? Não mesmo. O caso é: eu tinha problemas e meu suporte estava tremelicando. É que nem aquela carta no Tarô, "A Torre". As coisas vão desmoronar de qualquer jeito, não importa o quanto você fuja. A boa alternativa é encarar as coisas de frente, já que elas vão sucumbir de qualquer modo. É uma carta tenebrosa, sem dúvida. Só acho que deveria explicar mais abertamente como deixar tudo desmoronar sem ser atingindo - ou até soterrado - pelos escombros. Aí decidi pensar em outra coisa e fui ver a sorte do dia. É até irônico ler uma sorte que diz "pare de procurar para sempre, a felicidade está bem ao seu lado” quando se está sentado bem perto de uma janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-6847019764595790184?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/6847019764595790184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=6847019764595790184&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6847019764595790184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6847019764595790184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/08/todays-fortune-stop-searching-forever.html' title='Today&apos;s Fortune'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rtha1F0HO-I/AAAAAAAAAC4/gc6wUGVtxzo/s72-c/janela+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5213975774130460920</id><published>2007-08-28T15:38:00.001-03:00</published><updated>2007-08-28T16:34:32.087-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RtRr910HO7I/AAAAAAAAAB4/YxB9JURVc6g/s1600-h/280070063_932805e3e8.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RtRr910HO7I/AAAAAAAAAB4/YxB9JURVc6g/s320/280070063_932805e3e8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103822987879463858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcanço as nuvens e, sem perceber, abraço-me às turbinas e sonhos. Aeronaves estendem-se no ar com imensa velocidade, planando livremente. E aqui estou eu, etéreo e despedaçado, juntando minhas partes para formar você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a temperatura diminui e como um facho incandescente, eu me dissipo em luz. Viajo por entre os meteoritos que implodem em luminescência. A poeira cósmica se agrupa, e em um determinado momento o universo conspira, respira, se move. É o seu rosto, entre pedras e estrelas. Então meu coração gelado se aquece e eu toco sua face. A nebulosa se expande. Sozinho novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais alto, os anjos por perto. Pegam-me pelos braços e me guiam livremente no espaço. Permaneço voando, vazio e separado, onde todas essas ondas - esses sons dentro da minha mente – me transportam para outra realidade. E eu continuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na exosfera eu te encontro, belíssima e espectral. Me agarro à poeira cósmica, tento – em vão - reconstruir seu sorriso. O pó rubro dos seus lábios desagregados beija minha boca e meus olhos se fecham para esta dimensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-me distanciando dos seus braços, da aurora e do vácuo espacial. Anjos me deitam em nuvens, me deixam cair. Desmoronando insistentemente para dentro de mim, meu corpo finalmente se rompe e eu encontro o meu lugar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5213975774130460920?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5213975774130460920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5213975774130460920&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5213975774130460920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5213975774130460920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/08/alcano-as-nuvens-e-sem-perceber-abrao.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RtRr910HO7I/AAAAAAAAAB4/YxB9JURVc6g/s72-c/280070063_932805e3e8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8933164172114101481</id><published>2007-08-22T14:30:00.000-03:00</published><updated>2007-08-22T15:21:05.763-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rsx-P10HO6I/AAAAAAAAABw/43YVryOcnbc/s1600-h/queen.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rsx-P10HO6I/AAAAAAAAABw/43YVryOcnbc/s320/queen.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101591288512723874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  The old man told me&lt;br /&gt;in a silver mountain tower&lt;br /&gt;sleeps a marvelous unique queen&lt;br /&gt;locked and covered in vanity&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For a hundred years&lt;br /&gt;the night comes to her eyes&lt;br /&gt;Sleeping beauty in her grave bed&lt;br /&gt;poisoned with darkness&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Her spirit lives in the mirror (calling my name)&lt;br /&gt;Her long black hair holds me (like never ending nights)&lt;br /&gt;Her voice guides me (feeling your sweet touch in my face)&lt;br /&gt;To a miraculous reality (lust running through my veins)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My killer queen eating me alive&lt;br /&gt;An evil smile closing my eyes.&lt;br /&gt;Lost in space, left in the cold&lt;br /&gt;I’m dying alone.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8933164172114101481?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8933164172114101481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8933164172114101481&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8933164172114101481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8933164172114101481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/08/old-man-told-me-in-silver-mountain.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rsx-P10HO6I/AAAAAAAAABw/43YVryOcnbc/s72-c/queen.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3768015231487883824</id><published>2007-08-09T16:47:00.000-03:00</published><updated>2007-08-09T16:57:42.062-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RrtwelHB-qI/AAAAAAAAABo/5l667ExNdkk/s1600-h/alone%5B1%5D-thumb.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RrtwelHB-qI/AAAAAAAAABo/5l667ExNdkk/s320/alone%5B1%5D-thumb.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096791073959836322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Dizem que cigarros dão insônia. Bem, os meus, particularmente, me ajudam a dormir. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Enquanto me arranhava com os espinhos (daquela rosa que você &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;nunca&lt;/span&gt; me deu), contemplava o melhor da noite: o inicio da madrugada. Cada tragada era uma nova viagem, enquanto a coca-cola me enjoava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As únicas luzes, tão pequenas, do meu cigarro e incenso, brilhavam intensamente. A fumaça se dissipava e eu lembrava.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Enjoy the solitude&lt;/span&gt;, dizia para mim mesma. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enjoy the solitude&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De forma seca, eu passava mal. Pouco importava. Eu buscava pensamentos mais leves dentro da minha mente e só encontrava idéias pulverizadas. Pensei rapidamente em toda a magia daquela noite. Em como poderia funcionar. Me deu tempo suficiente para crer que dormir ia melhorar os fatos. Diminuir a pressão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dei a ultima tragada e conclui que amar é um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;problema&lt;/span&gt; orgânico. Eu sei disso porque &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dói&lt;/span&gt;. Quando tudo parece funcionar como um relógio suíço, uma precisão incrível, na verdade é apenas um barril de pólvora sempre pronto para ir pelos ares.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enjoy the solitude&lt;/span&gt;, eu dizia para mim. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Enjoy the solitude&lt;/span&gt;.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3768015231487883824?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3768015231487883824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3768015231487883824&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3768015231487883824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3768015231487883824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/08/dizem-que-cigarros-do-insnia.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RrtwelHB-qI/AAAAAAAAABo/5l667ExNdkk/s72-c/alone%5B1%5D-thumb.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-6767099499436247566</id><published>2007-07-01T20:53:00.001-03:00</published><updated>2007-07-01T21:02:06.495-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rog-pcbe8HI/AAAAAAAAABg/s24xRY_EJv4/s1600-h/gavetas.htm"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rog-pcbe8HI/AAAAAAAAABg/s24xRY_EJv4/s320/gavetas.htm" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082381061214630002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:georgia;"&gt;Um armário cheio de contradições&lt;br /&gt;Quebrando-se em mil partes vazias&lt;br /&gt;E entre um frenesi e outro&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Transborda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" face="georgia"&gt;Escorre pelas pontas&lt;br /&gt;Num caótico curso ilimitado&lt;br /&gt;Desordem gera ordem&lt;br /&gt;E vice-versos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;E o tempo estagnado&lt;br /&gt;Abruptamente move-se em montanhas&lt;br /&gt;Uma chuva de faíscas estraçalhadas&lt;br /&gt;Em todo complexo se resolve&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O puro tolo no micro universo compacto&lt;br /&gt;Abandona a realidade&lt;br /&gt;Rompendo-se em átomos incandescentes&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-6767099499436247566?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/6767099499436247566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=6767099499436247566&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6767099499436247566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/6767099499436247566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/07/um-armrio-cheio-de-contradies-quebrando.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rog-pcbe8HI/AAAAAAAAABg/s24xRY_EJv4/s72-c/gavetas.htm' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3765664652764840795</id><published>2007-06-24T15:24:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T19:44:05.656-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rn63-VQIT7I/AAAAAAAAAA8/nZbwtdfGkso/s1600-h/a0008061_16305490.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rn63-VQIT7I/AAAAAAAAAA8/nZbwtdfGkso/s200/a0008061_16305490.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079699711205068722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sentimento cansado&lt;br /&gt;Intrínseco.&lt;br /&gt;Trancafiado em minhas veias.&lt;br /&gt;As dores simuladas&lt;br /&gt;Cadeias infinitas&lt;br /&gt;Entrelaçam-se em fios de pesares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditos sejam esses fios de cabelo.&lt;br /&gt;Magia desesperada&lt;br /&gt;Calada em todas as mil gavetas.&lt;br /&gt;E essas pétalas envolvidas.&lt;br /&gt;Essa estadia em tua casa.&lt;br /&gt;Pensando, querendo, lembrando.&lt;br /&gt;(mais uma vez).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Deus Tempo.&lt;br /&gt;Transbordando-me em angustias&lt;br /&gt;(menina de peixes não quer esperar).&lt;br /&gt;Nesta carroça lenta.&lt;br /&gt;Neste curso lamurioso&lt;br /&gt;Enquanto despedaço inteira sua fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que agosto azedo esse julho me traz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3765664652764840795?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3765664652764840795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3765664652764840795&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3765664652764840795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3765664652764840795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/06/esse-sentimento-cansado-intrnseco.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rn63-VQIT7I/AAAAAAAAAA8/nZbwtdfGkso/s72-c/a0008061_16305490.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-8860785308170793104</id><published>2007-06-23T10:42:00.000-03:00</published><updated>2007-06-23T10:45:47.289-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rn0jmlQIT5I/AAAAAAAAAAs/zO8XrpjXcYw/s1600-h/vitruviano+da+vinci.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rn0jmlQIT5I/AAAAAAAAAAs/zO8XrpjXcYw/s320/vitruviano+da+vinci.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079255100485554066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;No começo dos tempos, além do que se pode lembrar, o homem era diferente. Dois seres em apenas um: quatro braços, quatro pernas e duas cabeças, cada uma mirando uma direção. Dois corpos, dois sexos, imagem e semelhança unidos pelo dorso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acredita-se que, num dia de chuva qualquer, por puro capricho e inveja, o filho de Cronos enviou dos céus um relâmpago sinistro, e um raio partiu a criatura em duas, afastando as metades para sempre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao longo dos séculos o homem buscou impiedosamente encontrar a sua metade separada no inicio da criação, vagando sem rumo, procurando em faces vazias e vivendo &lt;st1:personname productid="em v￣o. A" st="on"&gt;em vão.  A&lt;/st1:personname&gt; sua força, sua capacidade de evitar a traição e resistência para suportar longos caminhos foi sanada, tornando-o um ser pouco. Um ser inacabado.&lt;/p&gt;O homem tornou-se incompleto, é fato, e talvez jamais seja total novamente. Desorientados, cansados e traídos no meio deste mundo enorme. Cegos de um olho, apagados de um lado. Tornamo-nos imperfeitos &lt;st1:personname productid="em matéria. Tornamo-nos" st="on"&gt;em matéria. Tornamo-nos&lt;/st1:personname&gt; agora dois braços, duas pernas, uma cabeça e meio coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-8860785308170793104?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/8860785308170793104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=8860785308170793104&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8860785308170793104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/8860785308170793104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/06/no-comeo-dos-tempos-alm-do-que-se-pode.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/Rn0jmlQIT5I/AAAAAAAAAAs/zO8XrpjXcYw/s72-c/vitruviano+da+vinci.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-4654421584694091957</id><published>2007-06-15T17:00:00.000-03:00</published><updated>2007-06-15T17:18:18.529-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vagava cambaleando pela noite. Enfiava as mãos nos bolsos da jaqueta procurando notas amassadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Naquele boteco fétido os fracassados sentiam-se em casa, livres para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;gritar&lt;/span&gt;. Era simplesmente um mundo a parte. Um mundo pobre, podre e degradante. Um mundo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quase&lt;/span&gt; particular.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O cheiro insistente de urina e álcool infestava cada canto daquela espelunca, mas já havia se acostumado. A dureza do mundo real ficava porta a fora, bem atrás de suas costas. Era só se virar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sentou-se numa mesa afastada. A luz baixa lhe dava uma transparência inexplicavelmente confortável. Através do seu olhar ébrio observava a podridão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acendeu um cigarro. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;décimo&lt;/span&gt; da noite. Podia imaginar a negritude dos seus pulmões. Estava fodido. Sua boemia tornou-se uma doença, e seu peso era, sem dúvida, culpa. Pediu uma dose de uísque barato enquanto observava cada pessoa daquele bar. Mulheres bêbadas, fedendo a fim de noite e rejeição. Homens arruinados pelo tempo. Nas entrelinhas de cada olhar, cada gesto e cada riso exacerbado, estava um marca de dor e perda. No calor da noite, festejavam suas fantasias mais secretas.&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos tinham o mesmo rosto. O mesmo sentimento intercalado, escondido. Era puro abandono. Caídos no esquecimento em um bar sujo. Todo aquele ambiente escroto participava do mesmo desejo louco, frenético e absurdo de levantar-se e viver. Mas o escuro e a podridão eram tão... atraentes.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-4654421584694091957?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/4654421584694091957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=4654421584694091957&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/4654421584694091957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/4654421584694091957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/06/vagava-cambaleando-pela-noite.html' title=''/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-116789664135647610</id><published>2007-05-28T00:02:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T00:08:44.481-03:00</updated><title type='text'>Pathologic Feelings</title><content type='html'>4h00 pm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala, em frente ao relógio, pensava. A vida estava passando. Só tinha certeza disso pelo movimento dos ponteiros. Em círculos, mas sempre adiante. Sabia que o tempo caminhava. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6h00 pm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdia-se. Jurava que ainda eram três. Mas piscava e já eram seis. Não entendia como funcionava. Talvez dormisse, talvez pensasse tanto que desligasse. Talvez apenas o tempo funcionasse diferente para ela. &lt;em&gt;Talvez&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7h40 pm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma espécie de saudosismo invadiu seu corpo. Um saudosismo&lt;em&gt; sarcástico&lt;/em&gt;. Lembrou-se que, quando fizera 18, deu-se 12 anos de vida. Não sabia explicar porque ou como, mas sabia que 12 era seu número. Agora tinha 28. Dez anos haviam se passado. Ainda restavam dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8h00 pm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se de fatos um pouco mais recentes. Lembrou-se de feridas. Lembrou-se das &lt;em&gt;pes&lt;/em&gt;&lt;em&gt;soas&lt;/em&gt;. Não era esperança, mas algo dentro dela dizia que a cena iria se repetir. Que ela veria de novo, de novo e de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8h23 pm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia, ás vezes, o barulho vago da campainha. Não era ninguém, &lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt; tinha tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9h56 pm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fizera 25 sabia que em 5 anos ele voltaria. Sem duvida. E então todo o gelo de dentro derreterá. Mas isso não é algo para se orgulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11h27 pm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrível. Nunca tinha notado, mas bate&lt;em&gt; exatamente&lt;/em&gt; com os 2 anos que lhe restava. Aí ficou fácil saber como seria o fim. Um infarto simulado pela dor do sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12h00 am.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síndrome do Coração Partido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-116789664135647610?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/116789664135647610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=116789664135647610&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/116789664135647610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/116789664135647610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/05/pathologic-feelings.html' title='Pathologic Feelings'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-2822783086762144242</id><published>2007-05-06T16:58:00.000-03:00</published><updated>2007-05-06T17:02:04.259-03:00</updated><title type='text'>Não precisa pensar a respeito.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como (quase) todo domingo pela manhã fui até o outro lado da cidade, pra ouvir música boa e encontrar gente melhor ainda. O caminho é longo, mas como (quase) toda estrada longa a percorrer, a recompensa é boa.&lt;br /&gt;No ônibus, sempre procuro sentar na frente, na janela. Gosto de ir observando as ruas – algumas até já conheço de cor - enquanto escuto música. Não poderia dizer que foi a primeira vez, mas dessa última pude ver algo &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; surreal.&lt;br /&gt;Por ali pelo Rio Vermelho, algumas casas grandes ou prédios, têm muros com aberturas projetadas para acumular lixo. Eu estava dentro do ônibus, estava só ali passando. Por alguns segundos, enquanto o ônibus estava parado, eu vi, dentro de uma daquelas aberturas, um homem deitado. Ele estava encolhido, dividindo espaço com o lixo que possivelmente teria sido afastado por ele.&lt;br /&gt;Aquilo não me fez refletir. Eu já refleti tanto na vida, que agora só me resta a dor da cena. Mas, aqueles olhos. Por Deus! Ele estava de olhos &lt;strong&gt;abertos&lt;/strong&gt;. Olhos de vidro presos em pensamentos. Seria etéreo se não tivesse tanto lixo. Aquele corpo sujo, jogado, contraído. Tão triste, magro e sofrido. Era aquilo que eu via nos olhos empedrados daquele homem.&lt;br /&gt;Magicamente começou a tocar &lt;em&gt;Zombie&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;Cranberries&lt;/em&gt;. E então eu entendi o que havia acontecido. Entendi tudo quando eles cantaram “&lt;em&gt;in your head, in your head they are dying&lt;/em&gt;”. Afinal o que seriam eles, para o resto da sociedade, além de pessoas esquecidas? O que seriam eles, ali jogados, além de lixo? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-2822783086762144242?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/2822783086762144242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=2822783086762144242&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2822783086762144242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/2822783086762144242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/05/no-precisa-pensar-respeito.html' title='Não precisa pensar a respeito.'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-567141635412880201</id><published>2007-04-30T12:55:00.000-03:00</published><updated>2007-05-01T19:59:04.323-03:00</updated><title type='text'>F r a g m e n t o s ao   vento.</title><content type='html'>Suspirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RjYV-FSiDrI/AAAAAAAAAAU/L9nuL4CY8Z0/s1600-h/foto+texto.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Apenas uma idéia que ficou para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás da mente &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RjYWhFSiDtI/AAAAAAAAAAk/SQvTnHo1Oak/s1600-h/foto+texto.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;as coisas esquecidas se misturam &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/RjYWPFSiDsI/AAAAAAAAAAc/E-v_aEBMEcc/s1600-h/foto+texto.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;p a r t e m - s e&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;memórias p a r t &lt;strong&gt;i d a s&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhos&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N     a     d     a&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nada&lt;/em&gt; além de memórias d i s s o l &lt;strong&gt;v i d a s&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-567141635412880201?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/567141635412880201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=567141635412880201&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/567141635412880201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/567141635412880201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/04/f-r-g-m-e-n-t-o-s-ao-vento.html' title='F r a g m e n t o s ao   vento.'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5591396755707458580</id><published>2007-04-23T17:07:00.000-03:00</published><updated>2007-04-24T08:23:58.347-03:00</updated><title type='text'>E a morte os chama</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro Dia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os lírios cheiravam à morte. Mas aquilo pouco importava. Estava tudo indo como ele pedira. Deitado. Cabelos louros ondulados caindo nos ombros, lábios rubros, face pálida. Gentil. Ela permaneceu estática. Fechou os olhos e deixou a música ecoar dentro de si. Fechou os olhos e desejou, pela &lt;em&gt;primeira&lt;/em&gt; vez depois de tanto tempo, estar sonhando. Pena. Era pura realidade. Seu amor estava indo embora. E foi sem avisar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O céu estava cinzento. Uma tempestade a caminho. As nuvens rolavam pelo céu em sua direção. E ela só estava ali, sentada. Fechou os olhos para que pudesse vê-lo mais uma vez. Seu coração estava inquieto. Ela não suportaria nem &lt;em&gt;mais&lt;/em&gt; um dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Segundo Dia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preparou a mesa do jantar. Nunca havia esperado &lt;em&gt;tão&lt;/em&gt; ansiosamente pela chuva. E ela veio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cavou insistentemente. Suas lágrimas haviam se misturado com chuva. Tinha um sorriso estranho, paranóico, transformando toda aquela situação em imundice. Era &lt;strong&gt;fétido&lt;/strong&gt;, mas era uma &lt;em&gt;prova&lt;/em&gt; de amor. &lt;strong&gt;SUA&lt;/strong&gt; prova de amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então pode vê-lo de novo. Pode tocá-lo e levá-lo para onde era &lt;em&gt;seu&lt;/em&gt; lugar. Para casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Terceiro dia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na mesa, velas, rosas e&lt;em&gt; jantar&lt;/em&gt;. Ela e seu amado, aprisionados no limiar do amor. No limiar da loucura. Seu sorriso cadavérico sem paz, rosto inexpressivo, corpo sem alma. &lt;em&gt;Completamente&lt;/em&gt; morto. Ela falava sobre o tempo, sobre os dias em que esteve sem ele. Por que ele havia demorado tanto a voltar? Por que a deixara &lt;em&gt;sozinha&lt;/em&gt;? Antes que balbuciasse desculpas - se pudesse – ela o perdoara. Estava feliz de tê-lo em casa. Segurou sua mão, tão gelada, e abraçou seu corpo mórbido. A textura da pele, tão incomum. E aquele &lt;em&gt;cheiro&lt;/em&gt;. Aquele cheiro de &lt;em&gt;carne&lt;/em&gt; podre. Mas ela não se importava. Estava &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; na hora de dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na cama, os dois deitados. A louca e seu marido moribundo. O corpo dela, por dentro, já fraco, podre, infeccionado. Doce veneno do seu próprio anjo, do seu próprio &lt;em&gt;amor&lt;/em&gt;. Ele, por fora, pedaços de carne cinza. Pedaços comidos por vermes. Completavam-se numa única desgraça. Partes de uma só coisa. Um único amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela o abraçou, aproximando seu corpo ao dele. Deu-lhe um beijo de boa noite e entregou-se tranqüila ao sono eterno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5591396755707458580?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5591396755707458580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5591396755707458580&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5591396755707458580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5591396755707458580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/04/e-morte-os-chama.html' title='E a morte os chama'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-5218376136466935010</id><published>2007-04-15T23:25:00.000-03:00</published><updated>2007-04-15T23:29:09.770-03:00</updated><title type='text'>Baste(dores)</title><content type='html'>Aquela mesa, no canto. Sozinha. Iluminada pela luz amarela do pequeno abajur. Nada além de contornos. Era o lugar dos solitários. Dos que esperam alguém que nunca virá. Dos que bebem sozinhos. Dos que fumam sozinhos. Dos que &lt;em&gt;sonham&lt;/em&gt; sozinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora a chuva caia suavemente. Do lado de dentro, uma tempestade. Ergueu a mão pedindo mais um &lt;em&gt;drink&lt;/em&gt;. O cinzeiro transbordava. Parecia, mas aquela não era uma noite ruim. Poucas pessoas no &lt;em&gt;pub,&lt;/em&gt; a chuva e os doces &lt;em&gt;tunes&lt;/em&gt; de &lt;em&gt;Georgia On My Mind&lt;/em&gt;. Todo aquele conjunto de &lt;em&gt;sad things&lt;/em&gt; deixava o clima deleitoso.  Era curioso pensar como tanta coisa &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt; podia tornar o ar mais agradável. E tornava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens dispersaram-se e a chuva cessou. Pagou os três &lt;em&gt;drinks&lt;/em&gt; e seguiu pela calçada. A luz da lua mais parecia um holofote. Ele se sentia no meio de um palco. Um palco só seu. E, claro, da platéia. Primeiro sua família, seus amigos, as pessoas do &lt;em&gt;pub&lt;/em&gt; e agora as cadeiras vazias.&lt;br /&gt;Seguiu imaginando estar contracenando. Ele riu, afinal, &lt;em&gt;estava&lt;/em&gt; mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-5218376136466935010?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/5218376136466935010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=5218376136466935010&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5218376136466935010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/5218376136466935010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/04/bastedores.html' title='Baste(dores)'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-7654713524245578828</id><published>2007-04-10T18:45:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T18:52:03.733-03:00</updated><title type='text'>Lexotanight (again)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Da janela do seu antigo apartamento era como ver o Bronx. Aquelas ruas semi-mortas e o cheiro fétido de urina. &lt;em&gt;Lixo&lt;/em&gt;. Pouco importava, era só uma questão de tempo. Além do mais, qualquer lugar – mesmo que seja num condado nova-iorquino em putrefação – é melhor do que a &lt;em&gt;confortável&lt;/em&gt; casa dos seus pais, onde sua mente chicoteava, lembrando que era hora de mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Largou o corpo na cama e sua mente ficou em silêncio. Tiros, prostituição, brigas conjugais e, claro, &lt;em&gt;estupros.&lt;/em&gt; Aquele bairro era um câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabia que não precisava estar ali, mas insistia. Era necessário viver ao lado do perigo para conhecê-lo. Quando lembrava de ligar a TV, assistia aos telejornais e suas informações &lt;em&gt;without feelings&lt;/em&gt;. Enquanto viveu com seus pais, só conhecia a violência através das redações bem lidas pelos âncoras em frente às câmeras. Bem, agora só precisava atentar seus ouvidos, ou chegar até a janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentou adormecer, mas a insônia fazia parte do seu cotidiano. Foi até a cozinha e trouxe um copo d’água. Abriu o criado-mudo e procurou suas pílulas. Tomou &lt;em&gt;três&lt;/em&gt; e esperou. O barulho dos tiros e gritos misturou-se no prelúdio do seu sono. A luz vermelho-sangue do letreiro piscava com &lt;em&gt;insistência&lt;/em&gt;. Mais um motel barato encaixando-se perfeitamente com a sintonia do bairro pobre. Era incômodo, mas já era tarde para reclamar. Tarde para &lt;em&gt;estar &lt;/em&gt;acordada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-7654713524245578828?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/7654713524245578828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=7654713524245578828&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/7654713524245578828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/7654713524245578828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/04/lexotanight-again.html' title='Lexotanight (again)'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3925087818304529536</id><published>2007-04-08T01:22:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T01:50:11.950-03:00</updated><title type='text'>Transretornos (?)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abriu os olhos sem cerimônia. O sol frio, acompanhando do vento mórbido, deixava o quarto branco mais confortável. Mas ela já não se importava com a delícia das manhas frias. Já não se importava com o prazer de estar numa cama enorme e aconchegante. Uma cama &lt;em&gt;vazia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Sentou-se. A luz tão doce e clara atravessava as pequenas frestas da cortina que se balançava vagarosamente. &lt;em&gt;Sensível&lt;/em&gt;. Respirou profundamente todo aquele ar, enchendo seus pulmões. Fechou os olhos e deu à sua mente um lugar de descanso. Minutos de paz medicada. Pensou durante alguns segundos. Apesar de estar acordando como todos os outros quarenta e oito dias, algo estava diferente.&lt;br /&gt;Nunca havia se sentido sozinha. Com ou sem pessoas, com ou sem telefonemas. Nunca havia se sentido sozinha.&lt;br /&gt;Hoje ela levantara diferente, era fato. Alguma coisa estranha, pesada. Talvez estivesse dando lugar àqueles sentimentos. Possivelmente algumas lembranças, desejos. Com certeza coisas que jamais poderiam ser tocadas de novo. Não importa. Que tipos de pessoas procuram pensar no que já passou? E no que já passou há quase sete semanas! Só tolos. Sentimentos &lt;em&gt;são &lt;/em&gt;para tolos.&lt;br /&gt;Levantou-se e foi em busca de café. “Nada de cigarros hoje”, pensou. Os seus já tinham acabado na noite passada mesmo. Nada de cigarros hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ligou o rádio, sintonizou um pouco. Pronto. &lt;em&gt;Head Over Heels&lt;/em&gt;. Foi para a cozinha, pegou o resto do café de ontem e caminhou para sala. Encostou-se na parede. &lt;em&gt;“Oh, you are wasting my time, you are just wasting time”.&lt;/em&gt; Respirou devagar a cada gole, atribuindo cada momento a uma lembrança. &lt;em&gt;“Something happens and I'm head over heels”&lt;/em&gt;. Um sorriso. Seu coração se enchera de repente. Talvez fosse a música, talvez a lembrança certa. Talvez fosse só o tempo. Jogou o resto daquele café amargo na pia. Por que tomar algo &lt;em&gt;tão&lt;/em&gt; repugnante?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3925087818304529536?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3925087818304529536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3925087818304529536&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3925087818304529536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3925087818304529536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/04/transretornos.html' title='Transretornos (?)'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5875163729574197708.post-3882954360268233875</id><published>2007-04-06T21:40:00.001-03:00</published><updated>2007-04-06T21:40:47.874-03:00</updated><title type='text'>Droga de amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Na primeira semana foi como largar um vício. &lt;em&gt;Era&lt;/em&gt; um vício. Muitas drogas passaram pela sua vida. Álcool, cigarros, angústia, amor. Passaram. Voltaram. Nunca tinha visto com tanta clareza a vida como um ciclo contínuo. O fim é sempre o começo. “Esteja preparada”, dizia para si, “você cometerá os mesmos erros.”&lt;br /&gt;Ela sabia que, depois de toda tremedeira, voltaria a beber. Sabia que depois da ansiedade, voltaria a fumar. Depois da reflexão, se angustiaria. Nada funciona. Mas, e o amor? Na primeira semana foi como largar um vício. &lt;strong&gt;ERA&lt;/strong&gt; um vício. Uma droga. Essa droga de amor.&lt;br /&gt;Sentou-se na frente da janela. Tirou do coração seus deliciosos três primeiros vícios para matar o quarto. Fumou um cigarro, bebeu um Scotch e sentiu um aperto no coração. O amor estava morrendo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5875163729574197708-3882954360268233875?l=teemiranda.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://teemiranda.blogspot.com/feeds/3882954360268233875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5875163729574197708&amp;postID=3882954360268233875&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3882954360268233875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5875163729574197708/posts/default/3882954360268233875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://teemiranda.blogspot.com/2007/04/droga-de-amor.html' title='Droga de amor'/><author><name>Tila Miranda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11716646816596494498</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_fNmiqhsOcCk/SKjKJX-OtfI/AAAAAAAAAgY/90xlig0YksY/S220/1214084031066_f.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry></feed>
